CMG adjudica conclusão da residência do Avepark a nova empresa numa corrida contra o tempo

Antes do ponto relativo à nova adjudicação da obra, o executivo vimaranense procedeu à anulação do acordo assinado anteriomente por Domingos Bragança.
Declarações de Ricardo Araújo na reunião de executivo municipal esta segunda-feira.

A conclusão da obra da residência universitária do Avepark, em Guimarães vai finalmente avançar e tem como prazo de conclusão o final do mês de julho, uma vez que conta com 7Milhões de Euros de fundos do PRR.

O autarca Ricardo Araújo afirmou hoje que a nova adjudicação da conclusão da empreitada é uma notícia importante para Guimarães dado que o impasse dura há mais de um ano e nem um novo acordo firmado pelo anterior executivo em setembro acelerou o processo.

A obra está neste momento em 57%. O social democrata assume que este era um dos assuntos de maior preocupação desde que assumiu funções. “Se não cumprirmos somos obrigados a devolver estes 7ME do PRR de uma obra que vai ficar em 17ME”, assinalou.

A empreitada foi adjudicada, por concurso público, à empresa Costeira – Engenharia e Construção, S.A., pelo valor de 10.083.000 euros, acrescido de IVA, com um prazo de execução de 180 dias. A obra encontra-se atualmente com cerca de 57% de execução.

Antes do ponto relativo à nova adjudicação da obra, o executivo procedeu à votação da anulação do acordo assinado anteriomente por Domingos Bragança. Os dois pontos foram aprovados por unanimidade.

Também em declarações aos jornalistas, o autarca esclareceu que os serviços levantaram dúvidas sobre os termos do acordo o que levou, posteriormente, ao pedido de um parecer externo que apontava que os termos continham irregularidades não defendendo o interesse do município. Sem aprofundar os esclarecimentos, Ricardo Araújo deu o exemplo do “reconhecimento de trabalhos a mais que do ponto de vista jurídico” não foram elaborados de acordo com os parâmetros que se exigiriam. “A empresa saía sem qualquer tipo de sanção, a câmara ficava com um problema em mãos e não era aplicado nenhum tipo de coima à empresa que tinha a responsabilidade de cumprir a obra dentro de um prazo, não concluiu, foi feita uma prorrogação, voltou a não concluir e entretanto saía e a câmara ficava com a responsabilidade total”, acrescentou.

Assim, o município optou por avançar com uma resolução sancionatória do contrato e abertura de um novo procedimento para concluir os trabalhos.

“Não tenho dúvidas que o anterior presidente [Domingos Bragança] queria era encontrar uma solução que lhe permitisse lançar um novo procedimento para concluir a obra” reconheceu, ainda assim, Ricardo Araújo.

Recorde-se que a obra deveria ter ficado concluída em 2024. Depois disso, o prazo foi prorrogado, mas em março de 2025 continuava a 57% da sua conclusão, tal como agora.

O edifício estará equipado com 20 quartos individuais, 35 quartos duplos, 24 estúdios, 4 tipologia T0, 22 tipologia T1 e 5 tipologia T2. Também está contemplada a existência de espaços comuns (zonas de convívio, lazer e refeições), administrativos, para tratamento de roupas, para pessoal, técnicos e de manutenção do edifício.

Partilhe esta notícia
Elsa Moura
Elsa Moura

Deixa-nos uma mensagem

Deixa-nos uma mensagem
Prova que és humano e escreve RUM no campo acima para enviar.
Sara Pereira
NO AR Sara Pereira A seguir: Carolina Damas às 17:00
00:00 / 00:00
aaum aaumtv