Citeve e CeNTI esperam 80 milhões do PRR para investir em 20 projetos

Braz Costa acredita que parte da verba chegue até ao final do ano.  Citeve Technology Campus vai permitir reutilizar os materiais que integram as baterias, nomeadamente o lítio.

O Citeve – Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário – e o CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes -, em Vila Nova de Famalicão, vão receber 80 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para desenvolver 20 projetos. Um deles, o Citeve Technology Campus, inclui oficinas piloto e laboratórios, que vão permitir criar conhecimento novo, para ser possível reutilizar os materiais que integram as baterias, nomeadamente o lítio.

O presidente da Câmara de Famalicão, Mário Passos, visitou estes centros de investigação, no âmbito do Roteiro Created In. O Citeve Technology Campus terá como objetivo gerar conhecimento para as empresas, sobretudo nas áreas da sustentabilidade, da bioeconomia, transição digital, design e produto para a circularidade e performance

Apesar de serem esperados 80 milhões de euros, até ao momento, o Governo ainda não desembolsou verba nenhuma, mas o diretor-geral destes organismos, António Braz Costa, espera que “os primeiros valores cheguem antes do final do ano”.

“Temos consciência da dimensão destes projetos e as condições em que laboramos, como o acesso a recursos humanos qualificados, espaços para a instalação de novos laboratórios, fornecimento de equipamentos de laboratório, mas a nossa perspetiva é a de que vamos cumprir tudo”, apontou o responsável, deixando a garantia de que, dentro de quatro anos, “o Citeve e o CeNTI serão diferentes”. Atualmente, há cerca de 320 investigadores nos dois espaços, mas a expectativa é contratar “entre 150 a 200 pessoas”. Estes centros procuram contratar na India e no Brasil, mas também estão atentos a outras geografias, como “Chile, Argentina e México”.


“Esperamos que, por via da investigação e desenvolvimento, haja resultados que possam ser transferidos para as empresas, por forma a que tenham valor acrescentado e, com isso, fiquem mais capacitadas para evoluírem, nas condições de trabalho e nas massas salariais, porque queremos que, cada vez mais, se ganhe melhor em Famalicão”, afirmou o autarca, Mário Passos.  

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Liliana Oliveira
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