CHEGA quer saber valor do investimento perdido no planeamento do BRT

O vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Braga, Filipe Aguiar, acredita que João Rodrigues tomou a decisão acertada ao não avançar com a Linha Vermelha do Bus Rapid Transit (BRT) “por não estarem reunidas as condições necessárias para a sua concretização”. Apesar disso, durante a reunião de Câmara esta segunda-feira, o vereador disse que ficou por esclarecer “a dimensão do valor que o Município terá de pagar” às empresas que “têm que ser ressarcidas por não executarem a obra”.
A suspensão da construção da linha vermelha do BRT suscitou várias opiniões desde que foi anunciada no dia 21 de janeiro, inclusive de todo o executivo camarário bracarense que saudaram a decisão e partilharam, até, planos alternativos.
Foi o caso, igualmente, do Chega que, em comunicado, sublinhou que a solução do BRT “só faz sentido integrado num projeto muito mais amplo, que ofereça aos cidadãos alternativas eficazes ao automóvel”, acrescentando que a existência de uma via dedicada, numa zona de alto tráfego, “não pode ser imposta sem uma visão global e responsável da cidade”.
Relativamente à perda de mais de 36 Milhões de Euros (ME), que seriam investidos na construção do traçado do BRT, o vereador assegurou, já na reunião de Câmara desta segunda-feira, que irá “pedir explicações sobre os valores investidos no processo”.
Perante a perda de financiamento, o vereador considera imprescindível esclarecer quanto já foi gasto, em projetos, estudos, concursos e procedimentos, e quem assume a responsabilidade política por decisões que conduziram à perda de verbas comunitárias.
