CG da UMinho aprova por ampla maioria orçamento de 224ME para 2026

O documento foi elaborado pela equipa reitoral anterior liderada por Rui Vieira de Castro. O novo reitor, Pedro Arezes admite a possibilidade de uma ligeira alteração nas opções quanto ao modelo de execução.

Está aprovado o orçamento da Universidade do Minho para 2026. O documento foi votado por maioria em sede de reunião do Conselho Geral, no Largo do Paço, em Braga.

Registaram-se três abstenções e um voto contra. O orçamento da instituição de ensino superior minhota é de 224ME, verificando-se um aumento de 15.5 Milhões face a 2025. Do montante total, 91ME representam a dotação do orçamento de estado atribuído à fundação Universidade do Minho, mais 2,4ME face a 2025.

São mais 15.5ME face ao ano passado. 99.2ME respeitam a transferências oriundas de atividade de investigação e 24.1ME a propinas e taxas.

O documento foi apresentado aos conselheiros pelo administrador da Universidade do Minho (UMinho) José Eduardo Ferreira que evidenciou o aumento de 15.5ME do orçamento face a 2025 e a diminuição da dotação do orçamento de estado. “Chamaria a atenção para a diminuição do peso da dotação do orçamento de estado nas receitas da universidade, que era de 42,7% em 2025 e passa para um peso de 40,63% em 2026. Sendo a UMinho uma fundação não pode ter mais de 50% das suas receitas via orçamento de estado, o que significa que a universidade, desse ponto de vista está bem e tem aqui um peso maior em termos das suas receitas na parte dos projetos de investigação e desenvolvimento que crescem 15,09%”, assinalou.

99.2 Milhões de Euros respeitam a transferências oriundas de atividade de investigação e 24 milhões e 100 mil euros a propinas e taxas, “uma diminuição face ao ano transato justificada essencialmente pelo projeto Aliança Pós-Graduação (PRR) que não terá continuidade”.

Nas transferências oriundas da atividade de investigação, o orçamento para 2026 apresenta uma verba de 99.2ME, um aumento de cerca de 13ME que se deve sobretudo do novo programa quadro Portugal 2030.

Dos 224ME de orçamento, 137.6 Milhões de Euros estão alocados a recursos humanos. Já nas empreitadas, o montante ascende a 11.7ME, 3.4ME dos quais suportados por receitas próprias e 8.3ME em receitas de I&D.

“Não é um orçamento que tenha sido elaborado por esta equipa reitoral (…) não há uma sintonia direta, desde logo nas empreitadas, ainda assim o plano que iremos cumprir é a proposta que vos foi apresentada e daí não podemos desviar muito”

Reitor Pedro Arezes

Como ponto prévio à apresentação e votação do orçamento da UMinho para 2026, o reitor Pedro Arezes ressalvou que a nova equipa reitoral não esteve envolvida na elaboração do documento.

“Não é um orçamento que tenha sido elaborado por esta equipa reitoral, ainda assim, na fase posterior de discussão com as unidades orgânicas, nos últimos dias de dezembro, já estivemos presentes, como de alguma forma acompanhamos as opções que foram tomadas ao nível do orçamento em resposta àquilo que as unidades orgânicas nos puseram e devo confessar que achamos razoabilidade nas mesmas”, especificou.

O novo reitor admite que não há uma sintonia direta, desde logo nas empreitadas”. “O plano não as reflete com especificidade, mas não quer dizer que mais tarde não possamos fazer esse alinhamento porque a proposta entregue à entidade orçamental é o valor global, depois as opções da forma como se executa esse orçamento podem ser ligeiramente alteradas. Ainda assim, o plano que iremos cumprir é a proposta que vos foi apresentada e daí não podemos desviar muito”, acrescentou.

Já para 2027, Pedro Arezes estima que o orçamento já possa refletir as opções estratégicas da nova equipa.

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Elsa Moura
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