Centenário de Fernando Lemos celebrado com exposições por Portugal e no Brasil

As iniciativas, que unem a Fundação Cupertino de Miranda à Fundação Calouste Gulbenkian e ao Instituto Moreira Salles, passam por exposições, conversas e podcasts, entre outras iniciativas, oferecem um mergulho profundo na obra de Fernando Lemos.
Palavras de Pedro Álvares Ribeiro e António Feijó.

Fernando Lemos volta a unir Portugal e o Brasil para celebrar o centenário daquele que é considerado um dos maiores artistas portugueses do século XX. Figura central do surrealismo, o artista, que morreu em 2019, em São Paulo, no Brasil, transitou entre a fotografia, a pintura e o design.

A programação especial foi apresentada esta terça-feira na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, e une a entidade à Fundação Calouste Gulbenkian e ao Instituto Moreira Salles, no Brasil. As iniciativas, que passam por exposições, conversas e podcasts, entre outras iniciativas, oferecem um mergulho profundo na obra de Fernando Lemos.

Aos jornalistas o presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, recordou que a instituição possui “grande parte do acervo” do artista.  A programação especial arranca na sexta-feira, com a exposição ‘As Imagens que nos Olham’, na sede da entidade, em Vila Nova de Famalicão, que depois passa por Évora na Fundação Eugénio de Almeida, entre 28 de março e 08 de novembro, e em Tavira, no Museu Municipal de Tavira, entre 14 de novembro e 03 de abril do próximo ano.

Fotografia: Marcelo Hermsdorf/RUM
Fotografia: Marcelo Hermsdorf/RUM
Fotografia: Marcelo Hermsdorf/RUM
Fotografia: Marcelo Hermsdorf/RUM
Fotografia: Marcelo Hermsdorf/RUM

As fotografias surrealistas retratam a vanguarda intelectual portuguesa e do Brasil, ”como Mário Cesariny, Maria Helena Vieira da Silva, Árpád Szenes, Jorge de Sena, e outros grandes nomes da cultura brasileira, como Lygia Fagundes Telles e Hélio Eichbauer”. A mostra, acrescentou, é uma forma de celebrar “um dos grandes criadores, um dos grandes fotógrafos, um dos grandes artistas” portugueses, “mas também a poesia”.

Já o presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, António Feijó, sublinhou que se trata de celebrar o centenário de “um dos maiores artistas portugueses do século XX”, numa “mostra rara e dificilmente repetível”, entre as três instituições.

Em setembro, a fundação acolhe a exposição ‘Cadavre Exquis’, até janeiro de 2027, na qual 80 fotógrafos contemporâneos, amadores e profissionais, artistas e fotojornalistas, “fez o seu ‘Cadavre Exquis’” e essas obras vão “dialogar com a obra de Fernando Lemos”, adianta o presidente da Fundação Cupertino de Miranda. Do outro lado do Atlântico, no Instituto Moreira Salles, em São Paulo, também em setembro, a exposição ‘Desocultação’ apresenta o arquivo do artista em posse do Instituto brasileiro.

Pedro Álvares Ribeiro sublinhou que vai haver também sessões de leitura da poesia de Fernando Lemos, “na rádio”, estação que ainda não foi definida, além de “outras facetas da personalidade do artista” como um podcast dinamizado por sua mulher Bia Overmeer, que vai apresentar uma versão “mais pessoal e mais humana” do artista. Ainda estão programados três sessões de conversas sobre a obra de Fernando Lemos e a exibição de um documentário “extraordinário do Jorge Silva Melo, que dá um retrato muito completo do Fernando”.

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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