CDU votará contra PDM por ficar “aquém das expectativas”

Coligação de esquerda acusa executivo liderado por João Rodrigues de "falta de visão a médio e longo prazo".
Declarações de João Baptista sobre o PDM

A CDU vai votar contra a 3.ª revisão do Plano Diretor Municipal de Braga, quando o documento for levado à Assembleia Municipal.

João Baptista, que foi candidato à autarquia pela coligação de esquerda, diz que o documento apresentado pelo executivo liderado por João Rodrigues “fica aquém das expectativas”.

“Não vem plasmada neste documento uma unidade operacional de gestão da zona da nova estação de alta velocidade. Pensávamos que íamos ter medidas do ponto de vista do parque habitacional para a habitação pública, nomeadamente zonas do PDM para aquisição de terrenos pela própria Câmara Municipal para a habitação pública, e ficaram os espaços verdes que se previam há 20 anos”, disse em declarações à RUM. A CDU lamenta que “do ponto de vista das ciclovias, da mobilidade suave, das ligações entre as várias redes cicláveis o documento fique aquém”.

“Faltou uma visão de planeamento a médio e longo prazo. Com este PDM, a cidade vai, de facto, aumentar a área de construção, mas não há uma visão interligada dos vários componentes do PDM. Se virmos o PDM, não existe a implantação de um parque industrial de grandes dimensões, que depois tinha que estar articulado com o novo canal rodoviário e ferroviário”, exemplificou. Na ótica de João Baptista, “é esse parque industrial que Braga carece”.


“Uma política deliberada, que deixou para trás a construção de equipamentos para usufruto público, com particular destaque para a gritante falta de espaços verdes, de várias dimensões. A enorme expansão populacional da cidade e do concelho registada nas últimas décadas torna cada vez mais urgente a definição de um modelo territorial claro, que defina as articulações entre a cidade, as periferias e as zonas mais rurais, os concelhos vizinhos, e a Área Metropolitana do Porto. Esta proposta de revisão do PDM mantém a navegação à vista no ordenamento e crescimento do concelho”, acrescentam os comunistas.

Para a coligação de esquerda, “é sintomático que a proposta apresentada não contemple uma medição dos impactos da urbanização de novos espaços nas redes de transportes, nem da capacidade das infraestruturas de electricidade e saneamento”. “A ausência de uma identificação clara quanto à localização da futura estação de alta velocidade em Braga, bem como a necessária criação de uma UOPG para essa localização” é também criticada pela CDU.

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Liliana Oliveira
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