CDU acusa maioria PSD/CDS de manter Guimarães em “formato de campanha” após 100 dias de governação

A Coligação Democrática Unitária (CDU) fez um balanço crítico dos primeiros cem dias do novo executivo municipal, lamentando a ausência da mudança prometida e apontando o "caos" na mobilidade e a falta de transparência em áreas estratégicas.

No rescaldo dos primeiros 100 dias da governação da coligação PSD/CDS em Guimarães, a CDU afirma, em comunicado, que ainda não se conhece a mudança prometida em período eleitoral. Para os comunistas, os vimaranenses continuam a lidar com “anúncios sucessivos e já conhecidos em formato de campanha”, onde os vídeos e publicações publicitárias servem apenas para reforçar o arquivo de questões a colocar ao executivo.

Mobilidade classificada como uma “manta de retalhos”

A mobilidade é um dos eixos centrais da crítica. A CDU sublinha que, passados 100 dias, o setor continua num “caos sem que se avistem soluções para a sua resolução”. A coligação estranha que se garantam 600 mil euros do Banco Europeu de Investimento para um Plano de Mobilidade Sustentável ao mesmo tempo que se anuncia o BRT para as Taipas, questionando a visão de futuro para o concelho.

“Ficamos sem compreender onde fica o planeamento e a reflexão sobre as dificuldades sentidas pelas populações e que visão é que teremos para o futuro da mobilidade sustentável em Guimarães, que não seja apenas uma grande manta de retalhos”, pode ler-se no documento.

Sobre a operação da Guimabus, a força política refere que quem usa o serviço “não sente qualquer alteração”, mantendo-se os atrasos, as avarias e a “inadaptação dos veículos às reais necessidades em algumas linhas”.

Iluminação e Desenvolvimento Económico

No que diz respeito à coesão territorial, a CDU acusa o PSD/CDS de insistir na política de considerar o concelho “só o centro da cidade”, deixando ruas de várias freguesias “às escuras, dificultando a mobilidade e a segurança das pessoas”.

A nova Agência para o Desenvolvimento Económico de Guimarães é também alvo de escrutínio. Embora o executivo a apresente como a solução para o investimento privado, a CDU aguarda que a transparência chegue a esta área e que se explique o que significa esta estrutura para “empregos, com garantias e melhores salários, e para o dinheiro público”.

Transparência nas Reuniões de Câmara

Apesar de aplaudir a transmissão online das reuniões de câmara, a coligação lamenta que estas não sejam colocadas na plataforma YouTube para consulta posterior dos munícipes. Relembra que outros eventos, como as Assembleias Municipais e a cerimónia da Capital Verde Europeia, já se encontram disponíveis nesse formato.

A fechar, a CDU assegura que continuará atenta à evolução das intenções do executivo, afirmando-se como “a voz dos vimaranenses que não são ouvidos”.

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Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

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