Câmara de Braga já assinou contrato de financiamento para o BRT

Acordo de parceria com a Estrutura de Missão Recuperar Portugal, que formaliza a entrada no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foi assinado esta semana.

Já foi assinado o contrato de financiamento para o Bus Rapid Transit (BRT) de Braga. A informação foi avançada à RUM pela vereadora Olga Pereira. O acordo de parceria com a Estrutura de Missão Recuperar Portugal, que formaliza a entrada no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foi assinado esta semana.

Apesar de um atraso no lançamento do concurso de conceção/construção, a expectativa de ter o BRT a funcionar em 2025 mantém-se.

“O projeto já tem financiamento para avançar e, portanto, vamos continuar a trabalhar, até porque para os trabalhos preparatórios não estivemos à esperta do financiamento”, começou por explicar Olga Pereira. Neste momento, acrescentou Olga Pereira, a equipa está “a terminar os estudos de inserção detalhada e pode avançar para os estudos de arquitetura, sobretudo, nas zonas mais sensíveis e que se quer melhorar ao nível do espaço público, para fechar o caderno de encargos o mais possível e deixar menor margem de criatividade para um potencial concorrente de maneira a abrir o concurso”. A responsável pela pasta da Mobilidade admite que “há um atraso, mas mantêm-se os prazos de funcionamento do BRT, pelo menos a primeira linha em 2025”.

O projeto tem 100 milhões de euros totalmente financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, mas Olga Pereira teme que o cenário, que inclui duas guerras e preços de matérias primas e mão de obra inflacionados, possa elevar os custos. As circunstâncias, admite, “provocam uma incerteza nos custos previstos e nos anos recentes temos visto todas as empreitadas a aumentar e a necessitar de reequilíbrios financeiros”. “Não sei se o Governo pode ter interferência, porque estamos a falar de fundos europeus, mas o financiamento assegurado é de 100 milhões de euros”, frisou.

As primeiras linhas a avançar são a vermelha e a amarela, que farão a ligação entre a Estação de Comboios, a Universidade do Minho e o Hospital e a outra entre a Estação de Comboios e o Minho Center.

A vereadora revela ainda que serão adquiridos entre 10 e 12 autocarros “em princípio elétricos” para o BRT. “Não está fechado, porque há um momento em que se equaciona as vantagens e desvantagens do hidrogénio, mas está quase determinado que se optará pelos elétricos”, referiu ainda. Cada autocarro deverá ter capacidade para 130 lugares.

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Liliana Oliveira
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