Bridges4Health quer liderar a inovação médica a partir do Norte

A plataforma conta com mais de 70 parceiros e tem como objetivo criar pontes entre a investigação clínica e o mundo empresarial.
Palavras de Cláudio Sunkel, Jorge Pedrosa e Carolina Guimarães.

Está lançado o Bridges4Health, um consórcio que quer colocar a região Norte na linha da frente da inovação médica mundial. O projeto, apresentado esta terça-feira no Espaço Vita, em Braga, une universidades, hospitais, empresas e startups para decidir onde e como devem ser aplicados os fundos europeus até 2030.

A plataforma conta com mais de 70 parceiros e tem como objetivo criar pontes entre a investigação clínica e o mundo empresarial.

O evento contou com a presença de investigadores, líderes de startups e entidades, como o pró-reitor da Universidade do Minho (UMinho) para a Inovação, Empreendedorismo e Transferência de Conhecimento, Raul Fangueiro, o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Braga (ULS Braga) e do novo administrador executivo da InvestBraga, Luís Rodrigues.

Durante a apresentação, o diretor do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), Cláudio Sunkel, afirmou que os primeiros projetos âncoras devem ser apresentados para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte) “até junho/julho” deste ano.

O responsável, que também é co-coordenador do projeto, sublinha que a iniciativa responde a um desafio lançado pela CCDR-Norte para que os investimentos dos fundos de coesão tivessem uma “ancoragem regional”.

O projeto estrutura-se em 27 ações estratégicas

Dividida por quatro domínios (Medicina de Precisão, Investigação Clínica, Dispositivos e Tecnologias Biomédicas e Microbioma e Saúde), o programa deve ser desenvolvido e executado num período de 36 meses.  “É um desafio grande, mas estamos disponíveis para o fazer”, afirmou, sublinhando a necessidade de trabalhar em conjunto com mais os restantes parceiros.

Garante que a meta é evitar o desperdício de fundos e garantir que Portugal não perca oportunidades na inovação. Para Cláudio Sunkel, a união de esforços e a utilização de uma “massa crítica” é a única forma de ganhar escala. Por isso, aponta as comissões foram separadas pelos quatro domínios para “definir prioridades nas áreas tecnológicas” e as áreas de intervenção.

O modelo de cooperação do Bridges4Health distingue-se pela sua abrangência. Jorge Pedrosa, presidente do Centro Clínico Académico de Braga (2CA-Braga), explica que estas “pontes” são fundamentais tanto de um ponto de vista transversal como longitudinal.


“Isto é, por exemplo, na investigação clínica entre centros académicos e o SNS, para partilhar informação e know-how. Mas também uma relação muito longitudinal: desde quem faz ciência aplicada, a quem a vai testar, a quem faz o desenvolvimento, às empresas e às startups

— Jorge Pedrosa, presidente do 2CA-Braga

Cláudio Sunkel revela que o projeto conta com uma forte componente de internacionalização, com a realização de pelo menos quatro conferências internacionais até 2028, cruzando temas e com a participação de especialistas externos.

Pela CCDR-Norte, Carolina Guimarães reforçou que o Bridges4Health não é apenas mais uma plataforma temática, mas sim “um compromisso institucional com uma política de inovação mais estratégica e mais orientada para resultados”.

Segundo a responsável, o consórcio terá um papel crucial na definição de linhas de ação e projetos estruturantes de elevado impacto económico e social para o próximo período de programação.

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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