Braga acolhe ‘Open Days’ de Microeletrónica para aproximar ciência de ponta e indústria nacional

Depois de passar pela NEADVANCE e pelo INL, em Braga, a AIDA CCI pretende continuar a promover estas sinergias, consolidando a posição de Portugal no roteiro internacional da microeletrónica através do conhecimento partilhado e da inovação constante.
Palavras de Cristina Martins e André Cardoso.

Aproximar a ciência de ponta e o tecido empresarial foi o foco dos ‘Open Days’ que decorreram esta quarta-feira em Braga, nas instalações da NEADVANCE e no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL).

Os representantes da academia, da indústria tecnológica e de empresas do setor da região de Aveiro conheceram de perto os avanços desenvolvidos no âmbito da Projeto Agenda Microeletrónica, cofinanciados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A iniciativa, promovida pela AIDA CCI (Câmara de Comércio e Indústria do Distrito de Aveiro), tem como objetivo central reforçar a transferência de conhecimento e a competitividade das empresas portuguesas, explica Cristina Martins, à RUM. A representante da associação destaca que estes encontros são fundamentais para “aumentar a competitividade das empresas locais face a outros países que não conhecem as nossas valências”.

O projeto, que une parceiros de Coimbra a Braga, pretende otimizar as competências de cada entidade para gerar novos produtos e materiais. Cristina Martins adianta que a ambição vai além-fronteiras e que vão receber “empresas dos Estados Unidos, francesas e alemãs para conhecerem este ecossistema e para transbordar o conhecimento para outros países”.


O INL assume-se como uma peça fundamental nesta engrenagem. No local, os representantes conheceram as infraestruturas do Laboratório e os principais projetos desenvolvidos.

Para André Cardoso, investigador em engenharia no instituto, o desenvolvimento científico não pode ser um processo isolado e uma instituição, como o INL, “tem de estar inserida numa comunidade científica, num ecossistema”. Destaca também que esta colaboração contribui diretamente para o “enriquecimento não só intelectual, mas económico mesmo da região“.


Conhecimento flexível do laboratório adapta-se às necessidades de produção em larga escala das empresas

Aponta ainda que, na prática, esta ligação entre empresas, indústria e instituições de desenvolvimento científico permite que o conhecimento flexível do laboratório se adapte às necessidades de produção em larga escala das empresas.

André Cardoso utiliza uma metáfora para explicar que o centro tecnológico desenvolve “Legos para uma construção, e que esses Legos permitem fazer outros devices e ir para tecnologias mais rápidas”. Esta simbiose tem sido testada com sucesso, segundo o responsável, em parcerias com empresas tecnológicas como a Amkor Technology e a PICadvanced.


A Agenda Microeletrónica tem também uma forte vertente académica, promovendo a ligação direta, como por exemplo, à Universidade do Minho (UMinho). Através desta rede, o INL tem conseguido “não só trazer alunos para trabalharem em projetos, mas, por exemplo, levar material de ensino à universidade”, frisa.

Depois de passar pela NEADVANCE e pelo INL, em Braga, a AIDA CCI pretende continuar a promover estas sinergias, consolidando a posição de Portugal no roteiro internacional da microeletrónica através do conhecimento partilhado e da inovação constante.

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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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Carolina Damas
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