Autarca de Gualtar antevê dificuldades de circulação na antiga N103 devido à obra na Variante do Fojo

O presidente da Junta de Freguesia de Gualtar antevê grandes dificuldades de circulação na antiga N103, a partir desta sexta-feira, devido à obra na Variante do Fojo.
Os condicionamentos vão prolongar-se ao longo de um ano, numa intervenção que está orçada em 4,8ME.
A obra incide num troço de cerca de 2,4 quilómetros entre a zona do túnel rodoviário junto da Universidade do Minho e a rotunda de São Pedro d’Este, dando continuidade à reabilitação já feita até essa zona.
João Vieira lamenta que “nada tenha sido feito para acautelar o aumento significativo de tráfego” em Gualtar, nomeadamente na antiga N103, que passará agora a funcionar como via de “fuga”.
“Tendo em conta o volume de tráfego que circula na Variante do Fojo, obrigará a que muitas pessoas façam um desvio pela antiga Nacional 103, que atravessa a freguesia de Gualtar, que naturalmente tem sido reclamada uma intervenção há muitos anos pela Junta de Freguesia, tendo em conta o mau estado do piso, falta de marcações ou passadeiras que não existem”, apontou o autarca.
João Vieira diz que o aumento de tráfego nessa via “trará constrangimentos e insegurança”. O presidente da Junta de Gualtar lembra que “há seis anos, a Câmara Municipal fez um levantamento de toda a via, no sentido de se melhorar a segurança, com a construção de passeios, melhoria do estacionamento, marcação da via e alargamento de alguns troços, a colocação de áreas cicláveis e pedonais e a resolução do problema do cruzamento da farmácia”. No entanto, esses assuntos “foram constantemente sendo ignorados”. “A Câmara tem autonomia para poder avançar com a Variante, mas tinha a obrigação de acautelar que a via em Gualtar, que servirá agora de atravessamento, tinha as condições mínimas de segurança para as pessoas”, frisou.
João Vieira admite que na altura em que foi discutido projeto para a Variante do Fojo o executivo da Junta de Gualtar manifestou “algumas discordâncias, que não foram tomadas em conta”. As divergências estavam relacionadas com “a retirada do separador central ou a paragem de autocarros, que ficará no meio da via”.
“Do nosso ponto de vista, no futuro, a via, depois da intervenção que vale cerca de 4 milhões de euros, não trará as mais valias que achamos que deveria trazer, mas mais dificuldade de circulação e problemas”, finalizou.
Obra arranca esta sexta-feira e prolonga-se durante um ano
A partir desta sexta-feira, durante um período previsto de seis meses, será proibido o trânsito automóvel na faixa de rodagem com o sentido poente-nascente da Avenida General Carrilho da Silva Pinto e da Avenida de São Bento (no sentido Braga-Póvoa de Lanhoso, entre o túnel do Hotel Meliá e a rotunda de São Pedro d’Este).
No mesmo período, estará especialmente condicionada a circulação na faixa de rodagem das mesmas avenidas na direção contrária (Póvoa de Lanhoso-Braga), através da qual se efetuará o trânsito nos dois sentidos, com recurso a uma via de circulação para cada lado. Também será interrompido o acesso da Rua de Baixetes à Avenida General Carrilho da Silva Pinto e o acesso da Rua da Granja à Avenida de São Bento.
Segundo o município, “o prazo poderá ser ajustado em função das condições climatéricas, bem como de eventuais necessidades que possam vir a ser identificadas no âmbito dos trabalhos em curso”. Quando as obras no sentido Braga-Póvoa de Lanhoso estiverem terminadas, começarão no sentido inverso, prevendo-se cerca de seis meses de empreitada para cada lado.
