Alunos exigem melhores condições nos campi. Reitoria anuncia mais de 10ME para obras

O Movimento Dignidade Académica mobilizou-se para denunciar o estado de degradação do edificado e exigir respostas. O reitor, Pedro Arezes, garante conhecer o manifesto e que as situações mais críticas serão resolvidas.

O Movimento Dignidade Académica acaba de lançar uma campanha de recolha de assinaturas para exigir à reitoria da Universidade do Minho (UMinho) condições dignas para quem estuda e trabalha na instituição. Denuncia o estado de degradação do edificado e exige respostas concretas e calendarizadas para solucionar um conjunto alargado de problemas.

Espaços afetados pela humidade, casas de banho inoperacionais, avaria de equipamentos e infraestruturas com falta de manutenção são alguns dos problemas que, segundo este movimento, condicionam a atividade.

Ouvida pela RUM, Beatriz Coelho, a porta-voz deste movimento, denuncia um conjunto de situações e lamenta que tenha passado demasiado tempo sem que nada tenha sido feito.

Para Beatriz Coelho, as queixas referem-se a casos que “poderiam ser evitados”. Defende que, mais do que colmatar as falhas, é importante “prevenir” estas situações.

“A universidade só pode crescer se tiver condições dignas. O crescimento sem fiscalização conduziu ao estado atual, penalizando qualquer pessoa que queira exercer as suas funções na universidade.”

Beatriz Coelho, representante do Movimento Dignidade Académica.

A necessidade de requalificação do edificado é reconhecida por toda a comunidade, sejam estudantes, docentes, investigadores ou trabalhadores não docentes.

reitoria prepara 10ME para requalificação de edifícios

Desde que tomou posse que a nova reitoria da UMinho reconhece o problema e, para 2026, tem já alocados mais de 10Milhões de Euros para obras nos campi. Questionado pela RUM, Pedro Arezes garante que as situações mais críticas serão, entretanto, resolvidas.

Acrescenta que o mau tempo que se fez sentir em todo o país deixou marcas nos espaços da universidade. Por esse motivo, adianta que a prioridade está na reparação de infiltrações nos edifícios afetados.

O reitor da UMinho garantiu conhecer o manifesto deste conjunto de estudantes, mas não “com detalhe”. Ainda assim, Pedro Arezes manifestou alguma surpresa, não só pelo timing das queixas, mas também pelo facto do referido movimento não ter denunciado diretamente esta situação à própria reitoria.

Ora, o Movimento Dignidade Académica acrescentou à RUM que pretende mobilizar a comunidade para uma campanha de contestação mais visível, para, depois, dialogar com a equipa reitoral.

Beatriz Coelho admite, caso seja necessário, fazer chegar este conjunto de críticas e reivindicações ao próprio Governo.

Em comunicado, a organização apela à participação de estudantes, docentes, investigadores, trabalhadores e estruturas representativas na campanha pública de recolha de assinaturas.

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David Braga
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