Alberto Vieira apresenta ‘Grito do Silêncio’ no Museu dos Biscainhos

A mostra fica patente até 20 de maio.
Palavras de Alberto Vieira.

O Museu dos Biscainhos, em Braga, acolhe até 20 de maio a exposição ‘Grito do Silêncio’, uma mostra de Alberto Vieira. O artista utiliza a escultura e formas humanas para confrontar temas como a desigualdade, a violência e a exclusão social.

Através do cruzamento da cerâmica com materiais como o ferro e a madeira, o artista transforma o silêncio numa ferramenta de reflexão crítica sobre a condição humana. A inauguração decorreu esta quinta-feira.

Aos microfones da RUM, Alberto Vieira, destaca que, embora o projeto tenha sido inicialmente pensado para um contexto religioso, a transição para o Palácio dos Biscainhos potenciou a leitura das peças. Para o escultor, a “grandeza do barroco” e a “opulência do espaço” criam um contraste necessário que torna a mensagem do seu trabalho mais evidente e impactante.

“Este confronto permite ao meu trabalho ter uma leitura, se calhar, mais forte, mais evidente”, explica o autor, sublinhando que as peças não surgem deslocadas, mas sim em diálogo direto com a riqueza arquitetónica do local.

No centro desta narrativa está a figura humana, que serve de base para uma exploração de formas e texturas abertas à interpretação do público. Alberto Vieira defende que a arte deve permitir que cada visitante veja com os seus “próprios olhos”, sem ficar estritamente dependente da ideia original do artista.

O momento ficou também marcado pela inauguração da Escadaria Oriente, uma intervenção que reforça a acessibilidade e a preservação do património edificado do museu.

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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