Administrador da UMinho reconhece risco de perda de 9ME na residência universitária de Santa Luzia

O Administrador da Universidade do Minho (UMinho), Eduardo Ferreira, admitiu esta terça-feira, em sede de reunião de Conselho Geral, que a instituição poderá vir a gastar aproximadamente 9 Milhões de Euros (ME) de receitas próprias, no caso da residência universitária de Santa Luzia, em Guimarães.
O risco foi transmitido pelo responsável no decorrer da apresentação do orçamento da instituição para 2026, esta manhã de terça-feira.
Em causa está a falência da empresa a quem tinha sido adjudicada inicialmente a empreitada que exigiu, depois, o lançamento de um novo concurso com um valor superior de aproximadamente 2.2ME. Os atrasos no processo representam um risco real para a instituição de ensino superior minhota.
A obra já estava “bastante atrasada” quando a empresa faliu, acrescentou Eduardo Ferreira apontando para agosto o prazo de conclusão que constou no novo concurso, o que a concretizar-se implica a perda dos fundos do PRR. “Todos os esforços vão ser feitos para que a obra fique pronta no final de julho e não em agosto”, disse ainda assim o administrador. A discussão levantada passou pelo facto de a UMinho responsabilizar a empresa que entrou em insolvência pelo atraso na conclusão dos trabalhos no limite imposto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Confirma-se assim que o custo da obra rondará os 9ME, mais 3ME face ao previsto inicialmente. Ainda segundo o administrador terá sido levantada a hipótese de a universidade desistir da empreitada, algo rejeitado pelo então reitor Rui Vieira de Castro.
O edifício foi cedido pelo Município vimaranense à UMinho, em regime de comodato e por um período de 50 anos. A residência universitária terá capacidade para 150 camas para estudantes de Couros e Azurém.
