Adjudicação da obra do Media Arts Centre por 13ME+IVA votada esta 4ªfeira

Depois de avanços e recuos estimam-se desenvolvimentos nos próximos dias se o executivo municipal de Braga aprovar a proposta de execução.

O executivo municipal de Braga reúne na próxima quarta-feira, 25 de março para discutir e votar mais de 140 pontos de uma ordem de trabalhos com destaque para os desenvolvimentos na empreitada do Cineteatro S. Geraldo. O Media Arts Centre será erguido em conjunto com o Edifício do Pé Alado [que será demolido após um conjunto de patologias detetado no ano passado], utilizado para instalações da União de Freguesias de S. José de S. Lázaro e São João do Souto.

A proposta aponta para a adjudicação ao concorrente em agrupamento EDIVALOR – CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PUBLICAS, S. A. e ESTRUTURAS DO TÂMEGA CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS, LDA, com sedes respetivas no Marco de Canaveses.

A empreitada vai custar €13.039.169,40 (treze milhões, trinta e nove mil, cento e sessenta e nove euros e quarenta cêntimos), a que acresce o IVA à taxa em vigor.

O prazo de execução é de 640 dias.

Recorde-se que o projeto foi apresentado há cerca de um ano, ainda com Ricardo Rio como presidente da autarquia. Na ocasião foi indicado que a obra teria um custo de cerca de 14 milhões de euros decorrendo ao abrigo de uma candidatura apresentada no âmbito do programa Norte 2030.

O novo Media Arts Centre prevê um auditório com capacidade para 800 pessoas (700 em pé e 100 sentadas; ou 340 sentadas), um restaurante/cafetaria com capacidade para 80 pessoas e uma blackbox para 500 pessoas.

Terá ainda outras valências como diversos espaços de trabalho e de criatividade. Recorde-se que Braga ostenta, desde 2017, o título de Cidade Criativa da UNESCO no domínio das media arts.

Construído em 1917 e adaptado a cinema em 1950, o Cineteatro São Geraldo desempenhou durante décadas um papel central no panorama cultural Bracarense.

O emblemático edifício localizado no centro histórico de Braga e que era propriedade da Arquidiocese está fechado há décadas. Por pressão de um conjunto de cidadãos, associações culturais, movimentos cívicos e até partidos políticos, o executivo municipal de Braga começou por pagar uma polémica renda de 12 mil euros mensais à Arquidiocese tendo em vista a posterior aquisição do equipamento para que não caísse na mão de privados. Seguiu-se a aquisição efetiva do edifício, em abril passado, mas o seu avançado estado de degradação impedirá uma requalificação mais aproximada do antigo cineteatro.

A operação foi formalizada a 2 de abril, entre o Município de Braga e o Seminário Conciliar de Braga, e contemplou “a aquisição do Cinema São Geraldo, por 745 mil euros, e do edifício Pé Alado, por 659 mil euros”.

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Elsa Moura
Elsa Moura

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