Abaixo-assinado contra reabertura do BA entregue na Câmara de Braga

É mais um passo na tentativa de travar a reabertura do Bar Académico (BA) de Braga: está a decorrer um abaixo-assinado contra a reativação do espaço dirigido pela Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho).
O mesmo será entregue em mãos na Câmara Municipal de Braga, esta quinta-feira à tarde, por alguns moradores das imediações da sede da AAUMinho em Braga, na freguesia de S. Victor.
Segundo Paula Azevedo, que se tem apresentado como porta-voz dos moradores da zona da Gulbenkian, já foram recolhidas “centenas de assinaturas”. Os residentes insistem que o funcionamento do BA de Braga “prejudica o direito ao descanso”. Sublinham igualmente que o encerramento desde abril do ano de 2025 lhes permitiu “recuperar a tranquilidade, a segurança e a qualidade de vida que a convivência noturna desregrada haviam comprometido”.
No abaixo-assinado são mencionadas situações recorrentes ao longo do período de funcionamento do BA, incluindo “ruído excessivo e prolongado, aglomeração de pessoas na via pública com comportamentos desordeiros, vandalismo, falta de civismo, danificação de viaturas e património, acumulação de lixo, estacionamento indevido, incidentes graves de segurança, incluindo agressões que culminaram na morte de um jovem”.
Ao que a RUM apurou já terão sido recolhidas “centenas de assinaturas”.
A direção da AAUMinho, recorde-se, levou a cabo um concurso de concessão do BA de Braga com regras apertadas, um conjunto alargado de exigências apontando à melhoria física do equipamento, aposta na segurança e video-vigilância no interior e exterior do espaço. Entre as regras estabelecidas para aceder ao BA consta a necessidade de identificação que confirme que é estudante, docente, investigador ou trabalhador não docente na UMinho.
A reitoria está a acompanhar todo o processo tendo em vista a reabertura do BA que a direção da AAUMinho apontava para o início desta semana, mas que não se concretizou pela falta das licenças necessárias para o seu funcionamento de acordo com todas as regras estabelecidas para este tipo de estabelecimentos.
A primeira data de reabertura tinha sido apontada para 9 de fevereiro – a passada segunda-feira, mas na semana anterior e aos microfones da RUM, o presidente da AAUMinho revelou que tal não seria afinal possível estando a desenvolver todos os esforços para que estejam reunidas as condições necessárias para tal.
Além de os estudantes estarem sem um espaço de diversão noturna dedicado, a AAUMinho acumula prejuízos pelo não funcionamento do BA de Braga. A estrutura estudantil pretende construir a sua nova sede no campus de Gualtar, mas a morosidade do projeto não se coaduna com o entendimento da direção face à necessidade de reabertura do Bar.
O objetivo é reunir todas as condições necessárias para que o BA possa funcionar no local “de sempre” até que a nova sede esteja construída.
