AAUMinho reclama mais apoios financeiros junto da UMinho e ultima orçamento de 5ME para 2026

O presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho), Luís Guedes afirma que é tempo de a Universidade do Minho (UMinho) rever o modelo de financiamento da estrutura estudantil e reforçar o apoio monetário já em 2026.
A preparar um orçamento que deverá ser semelhante ao ano transato, – cerca de 5Milhões Euros, – o presidente da direção da AAUMinho assume, em entrevista à RUM, que a relação com a reitoria deve ser “mais próxima e mais transparente”, reconhencendo nas entrelinhas alguns pontos que correram menos bem com a equipa reitoral que cessou funções em dezembro de 2025.
“É uma conversa complicada, mas muito necessária. O montante (110 mil euros) é bastante inferior àquilo que deveria ser” – Luís Guedes
Notando que já reuniu com quatro membros da nova equipa reitoral só no primeiro mês de mandato além de manter conversações permanentes com o novo reitor, Pedro Arezes, Luís Guedes adianta que o novo responsável do Largo do Paço concorda com a necessidade de “rever o modelo”.
“É uma conversa complicada, mas muito necessária. O montante (110 mil euros) é bastante inferior àquilo que deveria ser. (…) Temos discutido mais a fundo as questões da nova sede e do Bar Académico. Mas esta questão do modelo de financiamento gostava mesmo de deixar para futuro de forma clara e inquestionável, a atribuição de valores para as áreas respetivas e a Associação Académica e toda a comunidade beneficiaria com isto”, argumentou, evidenciando que existe abertura de Pedro Arezes nesse sentido.
Ainda que a nova sede da AAUMinho represente um valor significativo do orçamento, o peso com a atividade desportiva é dos que mais preocupa a direção que considera que o IPDJ deve rever igualmente a verba a transferir. “Os apoios do IPDJ não têm crescido ao ritmo do aumento dos gastos que temos e o próprio apoio do IPDJ é muito menor daquilo que são a totalidade dos apoios que temos. Chega-se a um ponto em que se corta em atividade, que é a nossa missão. É um prejuízo gigantesco porque nos permite poupar dinheiro mas faz-nos perder em atividade, em dinamização cultural, em iniciativas de voluntariado e numa série de coisas nas quais não deveríamos perder”, alerta.
O plano de atividades e orçamento da AAUMinho deverá ser discutido e aprovado em reunião de direção ainda este mês, seguindo-se a discussão e votação em sede de Reunião Geral de Alunos no início de março.
AAUMinho deve chegar aos 2.4Milhões de Euros de “pé de meia” para a nova sede nos próximos meses

Recorde-se que a AAUMinho está a amealhar anualmente, sobretudo por força de um apoio da Caixa Geral de Depósitos (CGD), cerca de 50 mil euros para a construção da nova sede da AAUMinho, no campus de Gualtar, em Braga estimando atingir 2.4Milhões de Euros de reserva para o arranque da empreitada.
Neste mesmo espaço de grande entrevista da RUM – Campus Verbal – o presidente da AAUMinho revelou os mais recentes desenvolvimentos no projeto. Desde a tomada de posse da nova direção, em janeiro, Luís Guedes voltou a reunir com a arquiteta responsável pelo projeto estimando-se nas próximas semanas que a equipa de arquitetura (Rute Ferreira) e engenharia “façam as últimas polições antes de enviar o documento final para o arquiteto António Guedes que será o arquiteto encarregue pelo projeto” com o objetivo de que dentro quatro meses, até ao final deste primeiro semestre, apresentar o caderno de encargos na expetativa de iniciar contactos para angariação de parceiros.
Luís Guedes manifesta a convicção de iniciar a obra da nova sede da AAUMinho até ao final de 2026 até porque “verba e vontade para dar início à obra” são dois elementos já assegurados.
Tendo em vista as fragilidades financeiras da AAUMinho, a direção liderada por Luís Guedes pretende operar algumas mudanças em eventos de grande envergadura e que acarretam mais riscos para a estrutura como é o caso das Monumentais Festas do Enterro da Gata.
