“A CCDR-N precisa de uma liderança com visão estratégica, rigor na gestão e verdadeira proximidade”

Álvaro Santos candidata-se com o objetivo de introduzir uma mudança de atuação na presidência da CCDR-Norte. Deixa críticas ao trabalho de António Cunha e afirma que o norte precisa de uma voz reivindicativa mas "justificada".
Álvaro Santos na grande entrevista que concedeu à RUM

Entre a continuidade e a renovação. A liderança da CCDR-N discute-se entre António Cunha e Álvaro Santos.

Se em várias regiões do país já se sabe quem vai liderar as comissões de desenvolvimento regional, a norte há ainda muitas dúvidas uma vez que são dois os candidatos ao cargo.
Ambos foram entrevistados pela RUM e em vários momentos é possível perceber aquilo que os separa. Álvaro Santos, até há poucas semanas vice-presidente da CM de Gaia e militante do PSD apresenta-se a votos depois de desafiado pelo próprio líder do partido e atual primeiro ministro, Luís Montenegro.

Há mais de trinta anos foi precisamente da CCDR-N que iniciou a sua atividade profissional passando depois por outros desafios no estado e no setor privado.

Nesta grande entrevista concedida à RUM começa por mencionar que além dos apelos de agentes políticos de diferentes quadrantes apresenta-se a esta eleição “por convicção e sentido de serviço público”, uma vezes que acredita que a Região Norte “tem todas as condições para dar um salto qualitativo no seu desenvolvimento”. Para isso, prossegue, exige-se “uma  liderança regional com uma visão estratégica, com rigor na gestão, com capacidade de planeamento e uma verdadeira proximidade com os municípios e com os agentes do território”.

“Estou plenamente confiante. Sinto que em mim também recaem enormes expectativas e eu encaro este desafio como sempre o faço, em missões públicas, com uma profunda convicção e com um grande sentido de serviço público”

Álvaro Santos

Recusando críticas diretas a António Cunha nestas dimensões, quando confrontado pela RUM, o social democrata responde que nos últimos anos “o norte cresceu mas não convergiu” e mesmo trabalhando muito e inovando muito “é a região do país com o menor rendimento per capita do continente e ilhas. Identifica limitações estruturais na região, nomeadamente naquilo que é a produtividade. “Criamos um emprego, mas muitas vezes este emprego não gera rendimento suficiente (…) no Norte trabalha-se muito e ganha-se pouco, e portanto é preciso convergir nesta matéria”, refere identificando muitas desigualdades entre o litoral e o interior que devem ser corrigidas.

“Nos últimos anos o norte cresceu mas não convergiu e mesmo trabalhando muito e inovando muito é a região do país com o menor rendimento per capita do continente e ilhas” – Álvaro Santos


Diz que é necessário “mudar o foco transformando conhecimento em valor, inovação em rendimento e dinamismo em coesão territorial”.

As críticas mais diretas à liderança atual da CCDR-N vão para a execução do programa Norte 2030.

“Há muitas falhas e no que diz respeito ao Programa Operacional Regional Norte 2030 eu poderia dizer que é de ficarmos espantados com a incompetência, com a incapacidade para executar mais. É um programa que foi criado e tem um período de vigência de 2021 a 2027 e hoje estamos no início de 2026, cinco anos volvidos e tem uma execução de 8,3% quando já passamos mais de metade do programa”, aponta, acrescemtando que de um volume de investimento de 3,4 mil milhões de euros foram executados 280 milhões”. Agora é preciso “correr atrás do prejuízo” apresentando-se a votos com o compromisso de “procurar executar de uma forma muito rápida, bem e muito melhor”.

Álvaro Santos apresenta como primeiro propósito desta candidatura “reafirmar a CCDR Norte como um centro de planeamento estratégico regional”.

Para o candidato à liderança da CCDR-N é necessária uma postura vincada tendo em vista “a transição do norte para uma economia mais inovadora, sustentável e de maior valor acrescentado” admitindo que possa ser o grande desafio aliado a questões relacionadas com asustentabilidade ambiental e a transição energética.

Defensor de uma governação multinível, Álvaro Santos aponta a um trabalho de cooperação com os agentes sem abdicar de uma postura reivindicativa junto do governo, “mas não reivindicar por reivindicar ou reivindicar aos gritos ou falando mais alto”. “Temos que justificar que o Norte merece este, aquele e outro investimento, naturalmente”, finaliza.

A mensagem de Álvaro Santos aos autarcas

“Nós temos que saber fazer pontes, pontes entre o território e pontes com os centros de decisão nacionais e regionais e europeus também para que a nossa região não saia a perder nos próximos quatro anos. Não podemos ter um discurso que transforme a região norte numa ilha. Não podemos perder oportunidades. Com a minha presidência estarei muito focado na obtenção de resultados e na execução. Executar, executar, executar, vai ser a prioridade para os próximos quatro anos” – Álvaro Santos

Aos microfones da RUM o candidato manifesta total confiança na eleição, esta segunda-feira. “Estou plenamente confiante, tenho falado com o Colégio Eleitoral e sinto essa confiança e sinto que em mim também recaem enormes expectativas e eu encaro este desafio como sempre o faço, em missões públicas, com uma profunda convicção e com um grande sentido de serviço público”.

Também numa grande entrevista à RUM, António Cunha, presidente e recandidato vincou a ideia de que o norte não pode ser utilizado como uma peça de xadrez.

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Elsa Moura
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