Depois de dois anos, trabalhadores dos museus e monumentos suspendem greve aos feriados para ronda negocial

Ao fim de dois anos, a greve dos funcionários dos museus monumentos, palácios e sítios arqueológicos nos dia feriado está suspendida, durante duas semanas, para dar início ao processo negocial com Governo. Esta sexta-feira, dia 4 de maio (Sexta-feira Santa), os espaços até aqui afetados pela paralisação devem abrir normalmente.
Para esta solução contribuiu o compromisso do Governo em negociar com os trabalhadores o vencimento “irrisório” que é atribuído aos funcionários pelo trabalho nestes dias.
De acordo com Orlando Almeida, dirigente sindical na Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFP), a remuneração “não chega aos 20 euros líquidos” por dia, valor que considera ser “insuficiente e injusto”.
“Isto é uma luta que já dura há dois anos e de facto a semana passada fomos contactados pelo Governo para nos sentarmos à mesa e foi dessa forma que foi apresentada uma proposta que estamos a analisar e contamos ainda durante este mês reunir novamente para avaliarmos essa mesma proposta”.
Segundo o dirigente, as expectativas dos trabalhadores é de que as suas reivindicações sejam tidas em conta e de esta negociação sai algo favorável à sua causa. Também por isso, sem revelar detalhes da negociação inicial, o dirigente assegura que uma contraproposta está em cima.
“Neste momento estamos a analisar a mesma, vamos fazer uma contraproposta também ao Governo e vamos trabalhar nesse sentido”.
A greve, que se arrasta desde 2024, tem encerrado vários espaços no país, tutelados pela empresa pública Museus e Monumentos de Portugal (MMP), nos quais se inclui alguns dos mais visitados em Portugal, como o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques, o Convento de Cristo, a Fortaleza de Sagres e o Palácio Nacional de Mafra.
