Festival Castro Galaico traz três dias de música, workshops e recriação histórica a Braga

Para um dos idealizadores do evento, "para além de ter o entretenimento e o espetáculo musical, tem como objetivo essencialmente que é: música que liga às nossas origens castrejas, celtas e galaicas".
Palavras de Catarina Miranda e Jaime Torres.

O Monte da Senhora da Consolação, em Nogueiró, Braga, regressa entre esta quinta-feira e sábado às origens do Minho. A décima sexta edição do Festival Castro Galaico traz três dias de concertos, workshops, espetáculos de fogo e a recriação de um autêntico povoado castrejo.

Durante a apresentação da iniciativa, esta terça-feira, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Catarina Miranda, sublinhou que o olhar para este património é compreender a história de uma região que já existia muito antes da chegada do Império Romano.

Segundo a autarca é preciso “olhar para trás e para esta época leva-nos para outros limites, ou para a ausência de limites administrativos”. Relembrou ainda que a Braga Romana 2026 apontou os holofotes para esta época, “assim como não faz sentido não integrar a Galiza, porque a Galiza faz parte desta história comum”.

É precisamente essa ligação entre povos e a valorização do espaço que dão a identidade ao festival, como explica Jaime Torres, em representação do grupo Canto d’Aqui. O responsável lembrou ainda que o Castro Galaico, quando começou, tinha “o objetivo de valorizar este espaço e mostrar à sociedade em geral, mas também ao público de Braga, o povo que existia antes dos romanos”

Marcelo Hermsdorf / RUM

Para um dos idealizadores do evento, “para além de ter o entretenimento e o espetáculo musical, tem como objetivo essencialmente que é: música que liga às nossas origens castrejas, celtas e galaicas”.

As festividades arrancam na quinta-feira, com a abertura a cargo de Sérgio Mirra, seguido pelo GMP – Grupo de Música Popular da Universidade do Minho. O encerramento do palco principal no primeiro dia será feito por Augusto Canário com os amigos da Galiza, terminando a noite com um espetáculo de fogo protagonizado pelo grupo Malatitsch juntamente com os Feiticeiros do Lume.

Na sexta-feira, o programa começa com uma arruada dos Bomboémia, sendo a primeira atuação no palco principal assegurada pelo Trio Celta Espiral. Segue-se a atuação da Azeituna – Tuna Universitária do Minho, cabendo o fecho da segunda noite ao Grupo Origem Tradicional.

No sábado, último dia do festival, as atividades começam com um workshop de danças tradicionais europeias. A noite abre com o Grupo Canto D’Aqui, a que se seguem as atuações das galegas Malvela e do grupo Uxu Kalhus. Para fechar oficialmente a edição deste ano do festival, cumpre-se o habitual momento místico com a leitura dos esconjuros e a tradicional Queimada Galega.

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Jornalista na RUM

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