‘Julho é de Jazz’ regressa em Formato expandido e com forte aposta nacional

O festival ‘Julho é de Jazz‘ arranca já esta noite para a sua 12.ª edição, trazendo um ritmo vibrante à cidade de Braga até ao próximo dia 11 de julho. Com uma programação repartida entre os palcos do gnration e do Theatro Circo, o evento consolida a sua maturidade ao celebrar o terceiro ano num formato expandido.
Ao programa da RUM, ‘Só Jazz’, Luís Rodrigues, diretor artístico da Faz Cultura, sublinhou que o evento “ganhou essa dimensão de festival” e passou a “ocupar as duas salas desde 2024”. Segundo o programador, uma das grandes marcas da edição de 2026 é o desenho do seu cartaz.
“Este ano, eu diria que temos um foco maior em artistas nacionais, apesar de também existirem propostas internacionais”.
Acrescentou ainda que, em termos de estrutura, o festival acaba por seguir a mesma linha dos anos anteriores, sendo composto por oito concertos e duas sessões de cinema orientadas para “filmes ou documentários que retratam figuras ou movimentos dentro do universo do jazz”.
Um Olhar Para Dentro e a Dimensão Pedagógica
Uma das novidades para este ano é o regresso da “dimensão quase pedagógica que existia no início e depois deixou de existir”, apontou. Um workshop de composição na área do jazz, orientado por Pedro Melo Alves, que decorreu na última passada na Gulbenkian com a participação de alunos do Conservatório Gulbenkian, da Universidade do Minho e também aberto ao público geral.
A primeira semana do festival arranca nesta quarta-feira, às 21h30, no Pequeno Auditório do Theatro Circo, com a exibição do filme ‘O Menino d’Olho d’Água’, de Carolina Sá e Lírio Ferreira.

No dia seguinte, a música ruma ao Pátio Exterior do gnration, às 21h30, com o coletivo ahmed. No entanto, o programador revelou que haverá uma alteração forçada no grupo internacional: “o pianista Pat Thomas por motivos de saúde não vai poder estar, vão tocar em trio” Joel Grip, Antonin Gerbal e Seymour Wright.

Na sexta-feira, também pelas 21h30, a Sala Principal do Theatro Circo recebe o concerto de Pedro Melo Alves’ Omniae Large Ensemble. O primeiro fim de semana fecha no sábado, em dose dupla: primeiro, às 18h, o “trio Core, liderado pelo Gonçalo Cravinho” (com Lucas Oliveira e João Rocha) apresenta-se no Pátio Exterior do gnration; mais tarde, às 21h30, a Sala Principal do Theatro Circo acolhe um “encontro que foi de certa forma promovido por nós”, revelou Luís Rodrigues, juntando em palco Maria João, André Mehmari e Carlos Bica.
Mário Laginha e mais na última semana
A segunda semana retoma o mesmo alinhamento estrutural a partir de quarta-feira, 8 de julho, às 21h30, com a projeção de ‘Jazz on a Summer’s Day’, de Aram Avakian e Bert Stern, no Pequeno Auditório do Theatro Circo. Na quinta-feira, 9 de julho, o Pátio Exterior do gnration acolhe, às 21h30, uma proposta que se insere naquilo que o responsável descreve como uma “panóplia de artistas internacionais com géneros muito diferentes”: o trio da saxofonista Sakina Abdou, com Marta Warelis no piano e Toma Gouband na percussão.

A reta final do evento faz-se com grandes referências, Mário Laginha, que sobe ao palco da Sala Principal do Theatro Circo na sexta-feira, 10 de julho, às 21h30. No sábado, 11 de julho, o festival despede-se com o concerto de celebração dos 30 anos de ‘Bica e Azul’ no Pátio Exterior do gnration às 18h, terminando oficialmente a 12.ª edição às 21h30, na Sala Principal do Theatro Circo, ao som da internacional de Patricia Brennan Septet.
