UMinho aprova novo Plano de Internacionalização com os estudantes a reclamar protagonismo

O Conselho Geral aprovou a estratégia global até 2029, focada na Europa e no Sul Global.
A pró-reitora Sandra Dias Fernandes enquadra a nova visão estratégica:

A Universidade do Minho (UMinho) apresentou o seu novo Plano de Internacionalização para o período 2026-2029 durante o plenário do Conselho Geral. A estratégia propõe uma profunda mudança de paradigma, assumindo a presença no estrangeiro não como um mero conjunto de intercâmbios, mas como um eixo transversal para atingir a excelência no ensino e na investigação.

O novo roteiro de afirmação internacional da UMinho estrutura-se em três grandes pilares geográficos e institucionais. A Europa assume a grande fatia das prioridades (50%), com uma aposta contínua na Aliança Europeia Arqus e no programa Erasmus+. Seguem-se as alianças com universidades de excelência global (o chamado Top Tier, a valer 30%) e, por fim, o Sul Global, focado nos países da CPLP, Brasil e Macau (20%).

A responsável pelo documento, a pró-reitora Sandra Dias Fernandes, defendeu perante os conselheiros que a academia deve abandonar a visão fragmentada das ações no estrangeiro, passando a assumir a presença global como um motor de transformação de toda a instituição.

“A internacionalização não é um fim em si mesmo, é um instrumento para fazermos mais e melhor aquilo que já fazemos bem ou muito bem.”

Sandra Dias Fernandes
A pró-reitora resume a visão estratégica do novo plano

O documento foi recebido com entusiasmo transversal, merecendo especial destaque pela forma direta como os objetivos e as oportunidades foram traçados.

A presidente do órgão máximo da academia, Maria da Assunção Raimundo, não escondeu a sua satisfação perante o plenário, confessando o seu orgulho pela clareza do documento e antecipando uma rota de consolidação para os próximos anos.

A presidente do Conselho Geral elogia a clareza e a ambição da nova estratégia

Os Estudantes como Embaixadores da Marca UMinho

UMinho

A dimensão prática da estratégia foi o ponto central da intervenção dos representantes dos alunos, que exigem não ficar à margem desta expansão e reclamam que o seu impacto seja incluído nas métricas de avaliação do plano. O conselheiro Luís Guedes sublinhou que os estudantes já são, atualmente, os grandes motores da “visibilidade internacional” da instituição.

Para ilustrar esta força mobilizadora, o estudante, também presidente da Associação Académica da Universidade do Minho. detalhou três pilares cruciais de representação externa garantida pelos jovens: o associativismo, o desporto e a cultura. No desporto, o conselheiro destacou as equipas de andebol e voleibol que, após se sagrarem campeãs nacionais, participam em campeonatos europeus e garantem uma “visibilidade tremenda” ao levarem a camisola da UMinho para as competições continentais. Em paralelo, enalteceu o esforço dos grupos culturais da academia, que ano após ano realizam digressões pela Europa, América do Sul e Norte de África, atuando como verdadeiros embaixadores além-fronteiras.

“Há aqui uma vertente muito importante que é mencionada de alguma forma no documento, mas que deveria, na minha opinião, ser mais explorada, que é a participação estudantil nas questões da visibilidade internacional.”

Luís Guedes

O Plano de Internacionalização 2026-2029 avança agora com a missão de colocar a Universidade do Minho no mapa global da excelência e da investigação.

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Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

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