“Houston, we have a problem.” Portugal empata no arranque do Mundial e já pega na calculadora

A seleção portuguesa estreou-se no Campeonato do Mundo com um inesperado empate a uma bola frente à República Democrática do Congo, no NRG Stadium, em Houston (EUA). A equipa das quinas adiantou-se no marcador muito cedo graças a um cabeceamento de João Neves, mas consentiu o golo da igualdade ao cair do pano da primeira parte por intermédio de Yoane Wissa, obrigando a armada lusa a fazer contas logo a abrir o Grupo K.
O encontro não podia ter começado de melhor forma para os comandados de Roberto Martínez. Logo aos 6 minutos de jogo, o domínio em posse materializou-se em golo: Pedro Neto desenhou um cruzamento milimétrico a partir da ala esquerda e João Neves, de forma surpreendente no meio dos centrais africanos, saltou mais alto para faturar de cabeça.
Perante cerca de 68.777 espetadores nas bancadas norte-americanas, a Seleção assumiu as despesas do jogo, remetendo a formação congolesa ao seu próprio meio-campo defensivo durante grande parte do primeiro tempo. No entanto, o controlo não se traduziu em oportunidades flagrantes para dilatar a vantagem.
O balde de água fria em cima do descanso
Quando as equipas já pensavam no balneário, surgiu o infortúnio luso. O aviso tinha sido dado minutos antes, quando Bakambu e Wissa começaram a aproveitar desatenções no meio-campo nacional para criar perigo. Aos 45’+6, na sequência de um canto e cruzamento de Arthur Masuaku pela esquerda, Wissa apareceu completamente solto de marcação nas costas de Tomás Araújo e cabeceou para o fundo da baliza de Diogo Costa.
No reatamento, Portugal procurou reagir. A entrada de Francisco Conceição ao intervalo para o lugar de Bernardo Silva foi um dos grandes destaques do encontro: o jovem extremo cumpriu o sonho de jogar um Mundial exatamente 24 anos depois do seu pai, Sérgio Conceição, o ter feito. O lado direito ganhou outra dinâmica e Portugal chegou mesmo a festejar aos 55 minutos, após um pontapé de bicicleta monumental de João Cancelo, mas o lance foi invalidado por posição irregular.
A resposta da RD Congo foi imediata e assustadora: aos 57 minutos, Bakambu recuperou uma bola em zona proibida e disparou com estrondo ao poste da baliza portuguesa. O jogo partiu-se e nem as entradas de Rafael Leão, Nélson Semedo e Gonçalo Ramos conseguiram perfurar a muralha construída pela seleção africana. Cristiano Ronaldo, que igualou Paolo Maldini no quarto lugar histórico de jogadores com mais partidas em Campeonatos do Mundo (23), ainda tentou visar a baliza por duas ocasiões, mas sempre sem a pontaria afinada.
Com o apito final de Abdulrahman Al Jassim, consumou-se o empate. A armada lusa vê, assim, a sua margem de erro reduzida logo à primeira jornada, virando todas as atenções e as calculadoras para o outro duelo do grupo, que opõe o Uzbequistão à Colômbia.
