Do “Made in Braga” à inovação. Montenegro exalta UMinho e João Rodrigues aponta ao topo das exportações nacionais

Na Cimeira da Indústria, o primeiro-ministro elegeu a academia minhota como o pilar da pujança económica da região. Já o autarca bracarense destacou a criação de 30 mil postos de trabalho em Braga, que atingiu os 3,4 mil milhões em exportações.
Luís Montenegro e João Rodrigues na abertura da Cimeira da Indústria:

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, elegeu a educação e a qualificação, com forte destaque para a Universidade do Minho, como os grandes motores da pujança económica da região. Na Cimeira da Indústria, que decorre no Theatro Circo, a visão do chefe de Governo abriu caminho para os dados apresentados por João Rodrigues, presidente da autarquia, que sublinhou a criação de 30 mil postos de trabalho e uma transição ambiciosa para o futuro tecnológico e exportador da cidade.


A qualificação como alicerce: do ensino superior ao profissional

Hugo Delgado / Agência LUSA

Foi o líder do Executivo a centrar atenções na importância vital da educação para o sucesso do tecido empresarial do Minho. Para Luís Montenegro, os elevados níveis de empreendedorismo e diversificação económica da região não aconteceram por acaso, sendo fruto direto do trabalho desenvolvido pelas instituições de ensino superior. A academia minhota foi, nas palavras do primeiro-ministro, a verdadeira alavanca deste desenvolvimento.

“Um dos pilares do desempenho desta região e deste município, para poder hoje ter os níveis de empreendedorismo, de diversificação económica, de pujança económica, foi a Universidade do Minho. Ninguém tem dúvidas disso.”

Luís Montenegro
O governante elogia o papel da instituição minhota na diversificação económica da região

Para continuar a potenciar e democratizar o acesso a esta qualificação de excelência, Montenegro revelou que o Governo está a aplicar um “novo ciclo” na ação social do Ensino Superior. A medida pretende garantir que a progressividade do apoio financeiro aos estudantes tem em conta o custo real de vida do município onde vão estudar. “O apoio não tem que ser igual para um estudante que vem para Braga ou para um estudante que vai para Lisboa”, vincou.

O chefe do Governo explica as novas regras da ação social no Ensino Superior, com apoios ajustados à realidade de cada cidade

Ainda na esfera da qualificação, a Administração Central recusa focar-se apenas na vertente académica. Luís Montenegro sublinhou que a economia portuguesa precisa de continuar a inovar cientificamente, mas sem perder “os operacionais”. Para equilibrar a balança, anunciou a injeção de dezenas de milhões de euros no ensino profissional para o próximo ciclo até 2029.

“Alocamos 500 milhões de euros para o desenvolvimento de projetos em 400 escolas profissionais. Queremos levar mais longe a capacidade de aprofundar cientificamente o nosso conhecimento, de investigarmos, de inovarmos, mas não perdermos os operacionais, aqueles que no dia a dia são responsáveis para que o nosso desempenho seja precisamente um desempenho de atingir as melhores performances.”

O anúncio de fortes investimentos no ensino profissional para garantir a capacidade de resposta das empresas

O motor bracarense: emprego, exportações e inovação

Município de Braga

A acompanhar a visão estratégica do Governo, o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, apresentou o raio-x de uma cidade que cresce de forma estruturada. O autarca destacou que o concelho cresceu “bem acima da média nacional” ao longo da última década, espelhando essa evolução na fixação de sete mil novas empresas.

“Entre 2014 e 2023, foram criados mais de 30.000 postos de trabalho, num aumento de 40% da resposta da capacidade de trabalho.”

O autarca bracarense partilha os números do crescimento empresarial e da criação de emprego no concelho

A força deste crescimento tem um impacto direto na balança comercial do país. João Rodrigues sublinhou que a cidade deixou de ser apenas um território de retaguarda para se tornar num autêntico protagonista da competitividade nacional, saltando do 20.º para o top-4 dos municípios mais exportadores de Portugal. De acordo com o edil, as empresas “abrangidas por esta dinâmica geraram em 2024 cerca de 3,4 mil milhões de euros em exportações.

A subida do concelho no ranking nacional de exportações numa década

Mas o objetivo do executivo municipal é ir mais longe. Segundo o presidente da câmara, o futuro não passa apenas por produzir mais, mas sim por produzir com mais qualidade e conhecimento. A meta é clara: abandonar o simples paradigma da manufaturação e afirmar a cidade como um polo central de elaboração e planeamento tecnológico.

“O futuro da indústria não se decide apenas na capacidade de produzir, decide-se na capacidade de criar conhecimento.”

João Rodrigues traça a visão futura para a indústria da cidade

A Cimeira da Indústria, evento que assinala também o 5.º aniversário da Associação Empresarial do Minho, decorre até ao final do dia no Theatro Circo.

Partilhe esta notícia
Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

Deixa-nos uma mensagem

Deixa-nos uma mensagem
Prova que és humano e escreve RUM no campo acima para enviar.
Carolina Damas
NO AR Carolina Damas A seguir: Português Suave às 19:00
00:00 / 00:00
aaum aaumtv