Departamento de Informática da UMinho reúne profissionais para discutir desafios do futuro

As celebrações dos 50 anos de ensino de Informática na Universidade do Minho (UMinho) prosseguem, esta quarta-feira, dia 27 de maio, com uma mesa-redonda para discutir os desafios associados ao futuro dos profissionais nesta área. A discussão junta figuras do tecido empresarial e do ecossistema de inovação gerado pela academia minhota, numa sessão agendada para as 14h30, no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga.
Estarão presentes Graça Carvalho, do Centre for Digital Innovation University College London; Hugo Portela, da Accenture; Jorge Brás, da Pathena; José Dionísio, da Fundação Primavera; Nuno Ferreira, da Uphold; e José Pedro Magalhães, da Standard Chartered Bank e da Chordify. O debate será moderado por António Nestor Ribeiro, diretor do mestrado em Engenharia Informática da UMinho.
O arranque estará a cargo do pró-reitor para a Inovação, Empreendedorismo e Transferência de Conhecimento, Raúl Fangueiro, encerrando então com o testemunho de Daniel Oliveira, vice-presidente da Escola de Engenharia da UMinho.
O objetivo desta iniciativa, para o diretor do departamento de Informática da UMinho, Luís Barbosa, é promover a reflexão dos alunos sobre um futuro marcado por incertezas e por avanços abruptos. Para isso, aproveitarão o testemunho destes profissionais sobre os entraves que encontram na sua rotina.
As celebrações prosseguem já na próxima semana, nos dias 2 e 3 de junho, com um workshop que procura discutir o papel que a Inteligência Artificial terá na programação e na engenharia de software. Um tema, para Luís Barbosa, “bastante atual”
“Vamos deixar de programar? Vamos mudar as nossas práticas profissionais? Portanto, é um debate muito importante que temos.”
Os temas centrais do workshop, por Luís Barbosa
Uma universidade pioneira
O docente assinala o pioneirismo da UMinho no ensino da Informática em Portugal. Esta vertente educativa começou a ser lecionada há cinquenta anos e, desde então, impulsionou a formação de vários profissionais e criação de empresas.
Na altura, surgiu pela primeira vez uma instituição de Ensino Superior que “olhasse para a Informática como área científica e de atividade profissional especializada”.
O programa prolonga-se até 2027, ano no qual terá lugar um seminário sobre o futuro da investigação em Computação.
