UMinho contribui para manual que facilita licenciamento digital da construção

O manual criado da parceria entre a empresa municipal Gaiurb, o Departamento de Engenharia Civil da Escola de Engenharia da UMinho (EEUM) e a tecnológica ESRI Portugal, surge para colmatar algumas dúvidas que o técnico possa ter no meio dos processos.

A Universidade do Minho (UMinho) criou em parceria, com o Município de Gaia, um guia dedicado ao licenciamento digital da construção que torna a análise e aprovação de projetos de obras através da metodologia BIM (modelação da informação na construção) mais compreensível, transparente e eficiente.

Ainda que esta metodologia já facilite a compreensão destes processos, permitindo a apreciação e validação dos projetos com detalhe e comunicação adequada a todos os especialistas, o ‘Manual de Boas Práticas para o Licenciamento da Construção com BIM’, criado da parceria entre a empresa municipal Gaiurb, o Departamento de Engenharia Civil da Escola de Engenharia da UMinho (EEUM) e a tecnológica ESRI Portugal, surge para colmatar algumas dúvidas que o técnico possa ter no meio dos processos.

Frequentemente reduzido apenas um software de modelagem tridimensional, o BIM é “muito mais que isso”, sublinha Miguel Azenha, docente da EEUM e um autores do manual, acrescentando “está cheio de informação dentro das suas partes. Vê o interior completamente, as paredes, as tubagens, tudo isso”, o que o torna um modelo colaborativo por excelência.

Miguel Azenha explica a metodologia BIM

“É uma metodologia bastante completa, que é uma simulação daquilo que realmente vai ser construído, e que nos permite, com base na colaboração entre todas os especialistas, utilizar uma linguagem comum de comunicação para que se antecipem problemas”.

Imagem: Gaiurb EM

Conscientes de que cada pormenor errado pode custar caro no futuro, o manual antecipa alguns pormenores e explica aos técnicos os passos e etapas importantes para a configuração e submissão correta do projeto.

O manual ajuda a “mitigar determinados erros” como, por exemplo, dados de georreferenciação, cotas de cércea (dimensão vertical de um edifício), a dimensão das áreas, que por muito “ridículos” que sejam “fazem os processos andarem para trás e para a frente” e custam dinheiro e tempo.

Docente enumera alguns problemas que podem ser colmatados por causa da manual

“O modelo tem que saber onde está no país. Com este manual de boas práticas, se alguém tentar submeter um modelo com licenciamento em Gaia, que por acaso esteja no município de Braga, em termos de georreferenciação, porque o arquiteto se enganou e cai em Braga, é automaticamente detetado por uma máquina que aviso que aquilo não está no sítio certo”.

Para além de antecipar a obrigatoriedade legal do uso da BIM em todos os projetos do género até 2030, o docente acredita que o manual, e especialmente toda a discussão à volta do tema, possa ser o motor de uma futura homogeneização das regras e do uso da metodologia a nível nacional.

Docente explica propósito futuro do manual

“Estamos também muito atentos a tentar conversar com vários municípios e até com o Governo Central para tentar que isto tenha uma influência sobre a homogeneização das regras entre os 308 municípios portugueses”

O novo manual é evolutivo e aberto a contributos ou esclarecimentos, através do email sig@gaiurb.pt. Ao ser pioneiro nesta transição, o Município de Gaia responde ao Decreto-Lei 10/2024, promove a inovação, aposta numa cidade mais inteligente e abre também portas a muitas autarquias.

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José Silva Brás
José Silva Brás

Jornalista na RUM

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