Gil Lameiras aponta à “perfeição” na Madeira. Fantasmas do passado e mercado em análise no fecho da época

Ciente das dificuldades inerentes à deslocação à Choupana, o técnico vitoriano apontou à exigência de todos os jogos e assumiu que "vão estar em campo duas equipas que querem muito ganhar".
Gil Lameiras em conferência de imprensa:

Na antevisão ao último compromisso da época 2025/26, frente ao aflito CD Nacional, o treinador do Vitória SC passou em revista os seus dois meses no comando técnico. Entre a valorização de ativos e a irregularidade que ressuscitou velhos fantasmas diante do Casa Pia, Lameiras exige orgulho ferido e mística para fechar o ano a vencer.

A viagem até ao Estádio da Madeira coloca o Vitória SC frente a um adversário que joga a sobrevivência no escalão principal. Para o timoneiro, a sede de vencer e a disponibilidade competitiva são marcas que a equipa não pode perder, independentemente de o campeonato estar a terminar. O técnico assume, sem rodeios, que a meta passa por somar os três pontos na Choupana, antecipando noventa minutos de exigência extrema.

“Todos os jogos são de exigência elevadíssima, estamos no final da época e toda a gente quer conquistar pontos. Vão estar em campo duas equipas que querem muito ganhar.”

A perspetiva de um duelo elétrico frente a um adversário que luta pela permanência.

A recente derrota frente ao Casa Pia voltou a trazer à superfície a irregularidade exibicional que afetou o grupo ao longo do ano. Lameiras recordou que a expectativa cresceu, mas o último desaire, precipitado também por alguma infelicidade no minuto do golo sofrido, fez reaparecer uma indesejada instabilidade emocional. Face a isto, a mensagem transmitida ao grupo foca-se no brio e no respeito pela história do clube.

“Temos mais uma página para escrever e queremos muito dignificar o emblema que representamos e que usamos ao peito.”

Gil Lameiras sublinha o peso da responsabilidade e o compromisso exigido aos jogadores

Ao fazer o raio-x aos seus dois meses à frente da equipa principal, Gil Lameiras reconhece que o grupo se esforçou por assimilar as suas ideias táticas, tornando-se coletivamente mais dominador e concedendo menos oportunidades aos rivais. Contudo, as lacunas defensivas e os altos e baixos obrigam a uma reflexão profunda para o futuro. Questionado ainda sobre a gestão do mercado e a utilidade de Diogo Sousa e Noah Saviolo para esta partida, o técnico chutou o dossier para a direção.

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Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

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Carolina Damas
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