Gritos, lágrimas e banhos no chafariz. As vozes de quem viveu o Cortejo Académico

A RUM esteve no coração do percurso para ouvir caloiros, finalistas, familiares e responsáveis pelo desenho daquele que é, para muitos, o ponto alto das Monumentais Festas do Enterro da Gata.

As ruas de Braga transformaram-se, esta quarta-feira, num palco de emoções fortes, onde o suor do esforço e as lágrimas da despedida se cruzaram ao som dos bombos. No Cortejo Académico do Enterro da Gata, a RUM recolheu os testemunhos de quem faz a festa: dos caloiros que dão os primeiros passos aos finalistas que fecham o ciclo com o coração nas mãos.

Para os alunos, o cortejo é a prova de fogo de um ano de dedicação. Entre cânticos e a euforia de chegar à Praça da República, o sentimento de orgulho é unânime. Muitos descrevem esta edição como histórica, marcada por uma prática que já vem de anos e por um cansaço que, no final, sabe a vitória.

Os carros alegóricos voltaram a ser o espelho da irreverência minhota. Este ano, a construção dos carros não foi apenas uma tarefa logística, mas um ato de entrega total. Com temas pertinentes e uma forte componente de crítica social, os estudantes mostraram que a academia está atenta e sabe usar a ironia para passar mensagens importantes.

Nuno Gonçalves / UMinho

Nas bermas, o apoio veio de quem mais ama. Pais, irmãos e avós, visivelmente emocionados, acompanharam o percurso dos seus “descendentes”. Entre os finalistas, o momento é de transição rápida e intensa. O cortejo fecha com o tradicional banho que simboliza a lavagem das mágoas e o culminar do caminho académico. É lá que se testemunha a alegria dos que ficam, a nostalgia dos que partem e a emoção dos que assistem.

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Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

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