Novo Campus de Justiça de Guimarães deverá custar 9ME e estima-se que fique pronto até 2029

O novo Campus de Justiça de Guimarães, que se estima ficar pronto até 2029, deverá ter aproximadamente cinco mil metros quadrados e ser alvo de um investimento a rondar os 9 milhões de euros. A visita da Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, à cidade-berço esta segunda-feira, serviu também para avançar com a manutenção dos equipamentos judiciais já existentes no concelho.
A novidade foi avançada pela própria aos jornalistas, adiantando ainda que a elaboração e revisão do projeto de arquitetura “terá início em breve”, assim que o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) adjudicar os serviços.
Neste sentido, a governante perspetivou que a empreitada possa começar “daqui a ano e meio”, uma vez que está previsto “o projeto de arquitetura ser adjudicado em breve”.
Durante a cerimónia, o autarca Ricardo Araújo destacou a importância deste passo para o concelho e para a população e lembrou que a empreitada, apesar de ser “uma ambição antiga”, nem sempre houve “a vontade política necessária e a determinação de quem decide para que o processo fosse acelerado”.
“Aquilo que estamos à espera é que o projeto de arquitetura esteja pronto ao longo deste ano, dentro dos 300 dias previstos, para podermos lançar o procedimento para a obra em 2027 e termos dois anos para a concretização do Campus de Justiça”.
Já a ministra destacou a importância da cooperação institucional para concretizar projetos estruturantes.
“A reforma da Justiça é uma exigência reclamada por muitos, mas, para que ela aconteça, cada um tem de fazer a sua parte. Hoje, neste Salão Nobre, reconhecemos isso mesmo”.
O segundo protocolo permitirá intervir em vários equipamentos de Justiça do concelho, nomeadamente o Palácio da Justiça, a Praça da Mumadona, o Tribunal da Relação, o Juízo do Trabalho, o Estabelecimento Prisional de Guimarães e as instalações da Equipa de Reinserção Social, na Avenida de Londres.
Espaços que, como assinalou o autarca, “têm impacto direto nas condições de funcionamento dos serviços e na resposta prestada aos cidadãos”.
