40 anos do LIP abre discussão sobre internacionalização da Ciência na UMinho

Para celebrar os 40 anos do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental (LIP) de Partículas, a academia minhota uniu-se às universidades de Coimbra e de Lisboa para criar um programa conjunto de atividades, visitas guiadas, colóquios e mesas-redondas relativos ao laboratório.
Esta quarta-feira foi a vez da Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM) receber no Campus de Gualtar, em Braga, escolas e público em geral para um open day dedicado ao LIP e à internacionalização da ciência.
Assim, pela manhã, a ECUM recebeu uma palestra do investigador da casa Raúl Sarmento e um colóquio intitulado ‘Colloquium: Born in Fire and Stone: Neutrino Probes of the Sun and Earth’ dirigido pelo professor Mark Chen da Queen’s University e diretor da experiência SNO+, onde falou sobre neutrinos e como estas partículas ajudam a estudar o Sol e a Terra.
À tarde, o programa ocupou o B-Lounge da Biblioteca Geral da UMinho. Na mesa redonda, dedicada ao tema da internacionalização da ciência e que contou com as opiniões de Mark Chen, Guilherme Milhano, diretor nacional do LIP, António Salgado, vice-reitor para a Investigação e Política Científica da UMinho, José González-Méijome, presidente da Escola de Ciências da UMinho e Ana Peixoto, responsável pela ligação industrial ao CERN na nova Agência para a Investigação e Inovação (AI²), discutiram-se os futuros desafios do laboratório e da ciência num mundo cada vez mais globalizado, os novos caminhos que a física de partículas ainda pode desbravar, as vantagens da colaboração internacional para a investigação e, ainda, quais as perspetivas do LIP para a área da inovação.
Um tema particularmente caro para Ana Peixoto, antiga aluna da UMinho e investigadora do LIP, e agora Industrial Liaison Officer para o CERN na recém formada agência de investigação e inovação portuguesa, que acredita ser necessário reforçar a comunicação entre a ciência, as empresas e o público em geral.
De acordo com a responsável, o facto do LIP “ser o maior laboratório português de física de partículas” é um vantagem visto que, só pela estrutura em si, atrai a atenção para o tema. Mais do que isso, o LIP consegue “construir a confiança e, de certa maneira, trazer o tema à discussão”.
Para Nuno Barros, diretor do LIP, estas quatro décadas de trabalho e a estrutura científica pelo qual é conhecido o laboratório é fruto de uma forte internacionalização que tem como base uma variedade de colaborações.
“Temos interesse em interagir e mostrar coisas à nossa sociedade. Trazer alguma coisa, também!”
A sessão contou ainda com a abertura do reitor Pedro Arezes que não guardou elogios ao laboratório. Para o representante máximo da academia minhota, o fator distintivo do LIP não só recai sobre o facto de ser uma unidade “central na produção científica em Portugal” como também integrar “uma das principais estruturas de ciência fundamental da Europa”.
“Por isso, toda a atividade do LIP é absolutamente central e acompanhou o desenvolvimento científico de Portugal nos últimos 40 anos”
As celebrações estendem-se até esta sexta-feira, agora com a Universidade de Lisboa como anfitriã.
Dedicada ao futuro, o programa conta uma palestra de Fabiola Gianotti, investigadora no CERN, bem como da Patrícia Gonçalves, presidente do pólo do LIP em Lisboa, para além das visitas guiadas e atividades abertas ao público e às escolas.
