Braga Romana 2026. O primeiro capítulo de uma viagem histórica que termina em 2029

A iniciativa que decorre entre 20 e 24 de maio conta com a expectativa de um retonro “na ordem dos 12 milhões de euros” para o comércio e serviços
Delcarações proferidas durante a apresentação da Braga Romana 2026

Braga prepara-se para recuar no tempo para reencontrar as suas raízes, entre 20 e 24 de maio. A edição de 2026 da Braga Romana, marca o arranque de um ciclo que procura destacar um momento específico da transformação histórica da cidade.

‘Bracara Augusta: Antes de Roma’ é o mote que desafia a cidade a descobrir o povo Brácaro. O evento marca o início de um novo ciclo estratégico que, até 2029, percorrerá a transformação histórica da cidade: desde o território antes da fundação, passando pelo poder romano, até à cidade em mutação.

Ao longo de 72 horas de programação, distribuídas por três palcos, a iniciativa tem a expectativa de gerar um impacto económico de 12 milhões de euros.

O presidente da Câmara, João Rodrigues, explica que, embora a estrutura festiva se mantenha, o objetivo é recuar às raízes para reforçar a componente pedagógica e histórica da cidade. O objetivo, segundo o autarca, é não apenas manter a Braga Romana “como qualificá-la”.

“Queremos dar-lhe uma roupagem que aparentemente pode ser igual, mas do ponto de vista daquilo que é a tecnicidade histórica, queremos realçar esse aspeto”, aponta.

Para além da vertente festiva, a iniciativa assume-se como um pilar central na estratégia do município para a valorização da história e do património de época. O autarca João Rodrigues destaca este investimento na qualificação “de uma série de equipamentos que vão passar a estar disponibilizados à população”, como a requalificação da Ínsula das Carvalheiras e pelos planos para o Teatro Romano.

Entre os destaques, a cerimónia de abertura, que deve envolver cerca de 2.000 participantes, com a presença de 22 instituições escolares e 10 associações culturais. Já o cortejo triunfal tem a expectativa de envolver cerca de 1.200 participantes, convocando agentes culturais e público em geral num percurso pelo centro histórico.

Destaque ainda para os rituais do sacrifício e dos quatro elementos, para três recriações romanas e para as oficinas de cozinha, couro e cestaria castreja.


São 414 iniciativas, sendo 75 são itinerantes, e 32 visitas guiadas

A vereadora da Cultura, Catarina Miranda, explica como a programação e até o mercado foram adaptados para refletir este período histórico, com destaque para a gastronomia castreja e o espetáculo de vídeo mapping, que “vai ser projetado sobre a fachada lateral da Sé Catedral, que conta precisamente, com uma personagem ficcionada, obviamente, a vida de um Brácaro chamado Camalo”.

Neste primeiro momento do ciclo o foco está “no período que antecede a fundação da cidade romana”, nos Brácaros, povo que deu o nome à futura Bracara Augusta. Algumas iniciativas foram mantidas motivado pelo facto de “fontes historiográficas e arqueológicas não serem tão ricas quanto nos períodos seguintes”.


A Braga Romana dever gerar um retorno direto “na ordem dos 12 milhões de euros” para o comércio e serviços

O impacto da Braga Romana vai muito além da cultura, sendo um motor económico vital para a região. Rui Marques, diretor geral da Associação Empresarial de Braga (AEBraga), estima que o evento gere um retorno direto “na ordem dos 12 milhões de euros” para o comércio e serviços.

Para o responsável, esta expectativa “traduz bem a dimensão do evento e sobretudo a sua capacidade de gerar valor” para a cidade, “num dos seus momentos mais intensos do ano”.


O sucesso da estratégia de promoção da cidade também ganhou destaque na voz do presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal. Luís Pedro Martins descreve a Braga Romana como uma “viagem autêntica que permite reviver todo o esplendor da capital da Galécia”.

Os dados de Braga ao longo dos anos, segundo o responsável, revelam um crescimento consolidado: em 2025, Braga registou 693 mil dormidas (um aumento de 3% face a 2024), mantendo a trajetória positiva no primeiro trimestre de 2026. Destaca ainda o percurso notável da cidade que, em 2013, contabilizava apenas 200 mil dormidas.

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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