LIP Minho celebra 40 anos a promover a ciência portuguesa além-fronteiras

No dia 6 de maio, o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental do Minho abre portas à comunidade com um programa dedicado à internacionalização da ciência.

Para celebrar os 40 anos do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), o campus de Gualtar da Universidade do Minho abre portas à comunidade para discutir a internacionalização da ciência.

Trata-se do segundo de três open days de celebração deste aniversário, distribuídas pelos polos do LIP: Lisboa, Braga e Coimbra. Na cidade dos arcebispos, as atividades estendem-se ao longo do dia 6 de maio, das 10h00 às 17h00.

Nuno Barros, diretor do LIP Minho, detalhou à RUM as atividades programadas. Os visitantes poderão contar com “uma série de demonstrações das experiências de efeitos de Física da instrumentação” do laboratório, nomeadamente “para visualização de raios cósmicos e realidade virtual”.

Haverá, às 11h00, um colóquio de Física, com o título ‘Born in Fire and Stone: Neutrino Probes of the Sun and Earth’. Conta com a presença de  Mark Chen, professor da Queen’s University e diretor da experiência SNO+ (Canadá), na qual participam também cientistas do LIP, para falar sobre neutrinos e como estas partículas ajudam a estudar o Sol e a Terra.

Nuno Barros, diretor do LIP Minho, detalha o programa do open day

O programa conta, ainda, com mesas-redondas, discussões e demonstrações práticas de construção de detetores de radiação. Um momento “particularmente interessante”, direcionado a estudantes do ensino secundário, mas que, para Nuno Barros, interessa a todos os interessados.

40 anos de colaborações internacionais

A internacionalização da ciência serve como mote das celebrações do quadragésimo aniversário. Além disso, constitui o princípio que guia a atuação do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, “tanto do ponto de vista da análise, como de contratações e de construção.”

A colaboração com o CERN – Organização Europeia para a Investigação Nuclear constitui o ponto central da aposta nas relações com laboratórios fora de Portugal.

Nuno Barros assinala que “o LIP, ainda hoje, é o primeiro ponto de contacto com o CERN, que é o maior laboratório de física do mundo”. Estão, ainda, consolidadas relações com outros centros de estudo científico, “como o SNOLAB, o GSI e o Fermilab”.

As colaborações internacionais do LIP

Desde a sua criação, em 1986, a atividade do LIP expandiu-se desde a Física de Partículas a outras áreas científicas. O diretor do polo de Braga, sediado na Escola de Ciências da Universidade do Minho, destaca, a título de exemplo, “as aplicações nas vertentes do Espaço e da Física Médica.

Uma longa história de atividade científica assinalada no dia 6 de maio.

As iniciativas têm entrada gratuita. Nuno Barros antecipa que as 120 vagas direcionadas a estudantes do ensino secundário estejam totalmente preenchidas, mas sublinha que toda a comunidade está convidada a participar.

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David Braga
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Jornalista

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Carolina Damas
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