45ª Rampa Internacional da Falperra mobiliza milhares de fãs e reforça dinâmica de Braga

Entre 15 e 17 de maio, Braga volta a receber a mítica prova nacional do desporto automóvel de montanha. Este ano, os cinco quilómetros e 23 curvas da 45ª edição da Rampa Internacional da Falperra contarão com mais de uma centena de automobilistas para o já habitual Campeonato Europeu de Montanha e, pela primeira vez, para uma etapa final da Taça de Portugal de Montanha.
Com presença já marcada do campeão europeu, o italiano Christian Merli, e alguns nomes bracarenses já conhecidos do campeonato nacional, como Daniel Vilaça, José Correia e Patrick Cunha, são esperados fãs de todas as partes do mundo na cidade dos arcebispos e mais de 200 mil espectadores simultâneos.
Nomes e números que, na opinião do presidente do Clube Automóvel do Minho (CAM), Rogério Peixoto, condizem com a reputação da competição.
“É uma rampa com historial já muito antigo, que tem sido consensualmente considerada das mais, se não a melhor, rampa do campeonato Europeu”.
Para o responsável, a Rampa da Falperra já deixou de ser uma competição exclusiva do CAM visto que, já há vários anos, “que este é um evento da cidade Braga”, comparável até às festas do São João de Braga ou à Braga Romana.
“Faz parte do viver dos cidadãos. Se falarem da Rampa da Falperra em qualquer parte do país, todas as pessoas o associam a Braga”, assegura.
Também para Ni Amorim, presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, esta é uma competição “importantíssima” para o panorama competitivo nacional e internacional.
Para isto contribuem vários motivos, entre eles, o facto de esta ser “a prova que mais público traz às provas de montanha” e ser, igualmente, a “a prova mais antiga” do Campeonato da Europa de Montanha.
Para além dos grandes nomes que consegue atrair, Ni Amorim acredita que a prova tem “todas as condições” para manter a competitividade que sempre teve.

“Acho que esta prova tem as condições todas, desde que tenha os apoios necessários para que se continue a realizar.”
Não será por falta de investimento que a prova deixará de ser viável. Pelo menos da parte da Câmara Municipal de Braga que, nesta edição, investiu cerca de 140 mil euros.
Só para a organização do evento estão alocadas 730 pessoas. Na segurança estão destacados cerca de 350 agentes, inclusive da Polícia Municipal de Braga. Para o Dispositivo Especial de Socorro e Assistência estão alinhados 68 operacionais da Companhia de Bombeiros Sapadores, dos Bombeiros Voluntários, da Cruz Vermelha Portuguesa e Divisão de Proteção Civil.
Além disso, o piso, que já conta com mais de quatro décadas, também está a ser intervencionado em vários troços, nomeadamente a curva do restaurante, nos
escadórios após a curva Zé do Telhado, entre SS rápidos, a curva da
Morte e na curva do Papa.
Um investimento que João Rodrigues justifica com a “importância enorme” que o evento tem não só para a cidade mas também para o turismo.
“Há uma série de ganhos mais ou menos direitos, designadamente no que a ocupação turística diz respeito, entre a quinta-feira e o domingo, o último dia de prova, em que a cidade se enche”
O autarca salientou ainda o esforço desenvolvido pelo Clube Automóvel do Minho ao longo dos últimos anos, bem como o apoio da Câmara Municipal, frisando que “este tipo de eventos só atinge esta magnitude graças ao trabalho conjunto de várias instituições”, acrescentando que “o trabalho em parceria é sempre benéfico e essencial para o sucesso”.
Os bilhetes encontram-se disponíveis para compra online em www.easyticket.pt, podendo igualmente a troca por pulseira ser efetuada no próprio dia do evento, a partir das 07h30, nas quatro bilheteiras distribuídas ao longo do percurso.
No plano da mobilidade, a organização contará com a colaboração dos TUB, assegurando o transporte do público para a prova, com um custo de um euro (ida e volta). O regresso está previsto após o término das atividades, cerca das 18h30 no sábado e pelas 16h00 no domingo.
