Cinema contemporâneo português marca programação de maio do Lucky Star

Durante o mês de maio, o foco do Lucky Star – Cineclube de Braga está no cinema contemporâneo produzido em Portugal.
Depois de, em abril, terem sido transmitidos filmes voltados para a violência de guerra, o objetivo passa por “descomprimir”. A garantia é deixada por Jéssica Ferreiro, programadora do Cineclube de Braga.
A maioria das obras programadas volta-se para um estilo de documentário cinematográfico.
“São filmes com uma sensibilidade estética e narrativa e são realizadores contemporâneos.”
Jéssica Ferreiro, programadora do Lucky Star – Cineclube de Braga
5 maio – ‘Astrakan 79’, de Catarina Mourão

O agenda do mês abre no dia 5 de maio, com o filme ‘Astrakan 79’, de Catarina Mourão.
A obra conta a história de Martim Santa Rita, que regressa a Portugal, vindo da antiga URSS, depois de um ano e meio a estudar. Uma história que, aos 58 anos, decide contar ao filho. O resultado junta ficção com elementos documentais.
“É um documentário que mistura partes que são ficcionadas com instituições, imagens de arquivo, cartas, fotografias, um espólio familiar. Então, é um filme também um pouco experimental nesse sentido.”
Jéssica Ferreiro sobre o filme Astrakan 79
12 maio – ‘Ama-San’, de Cláudia Varejão

Segue-se, no dia 12, ‘Ama-San’, da autoria de Cláudia Varejão, um documentário que acompanha uma prática ancestral de mulheres japoneses, que pescam sem botija de oxigénio.
Um filme que Jéssica Ferreiro caracteriza “muito bonito”, por contar a história de um grupo de mulheres que mantém viva a tradição.
19 maio – ‘Bulakna’, de Leonor Noivo

A 19 de maio sai o mais recente filme de Leonor Noivo, com o título ‘Bulakna’. Estreou-se nos cinemas no final de março e é um “retrato da desigualdade”.
Esta obra retrata a vida de mulheres filipinas que trabalham como domésticas no estrangeiro, “sujeitas à imigração forçada”.
25 maio – ‘Sob a Chama da Candeia’, de André Gil Mata

A última sessão leva ao ecrã do Cineclube o quotidiano da personagem Alzira, numa casa portuguesa antiga onde passou toda a sua vida.
Publicada em 2024, o filme ‘Sob a Chama da Candeia’, de André Gil Mata, aborda a memória familiar e o passar do tempo.
Fugir à rotina
Este mês de maio conta, ainda, com uma sessão de cinema ao ar livre. O projeto tem o nome ‘Fora de Portas‘
Este momento foge do ciclo regular de programação às terças-feiras, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Sila. A sessão vai ocorrer no dia 15 de maio, sexta-feira, às 21h30, no jardim do Museu dos Biscainhos.

Será transmitido o filme ‘O Jardim Secreto‘, de Agnieszka Holland, publicado em 1993. Trata-se de uma obra dedicada a toda a família.
A entrada é gratuita, mas limitada à capacidade da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.
*editado por Marcelo Hermsdorf
