João Rodrigues recusa aplicar recomendação aprovada na AM Braga para arrendamento jovem

A Assembleia Municipal (AM) de Braga aprovou na passada sexta-feira uma recomendação do PS para a criação de um programa de arrendamento jovem acessível, num resultado renhido: 32 votos a favor, 31 contra e seis abstenções.
No entanto, o presidente da Câmara, João Rodrigues, já assumiu que a medida não vai sair do papel por considerar que a proposta é “pior para os jovens do que aquilo que já existe” e que se o fizesse “ia estar a fazer um péssimo trabalho à cidade e para os jovens”. O autarca alertou ainda que se fosse deputado municipal “não votaria a favor” da proposta.
“Querem que eu revogue o programa de arrendamento acessível que já existe e que é mais benéfico do que aquilo que propõe? Eu julgo que não”.
A proposta, apresentada pelo deputado municipal do PS, Sérgio Pereira, foca-se em jovens até aos 35 anos que tenham uma “ligação efetiva ao concelho”.
Propõe a criação de uma plataforma municipal que centralize a oferta de imóveis com rendas ajustadas, “a implementação de incentivos fiscais em sede de IMI para os proprietários que pratiquem rendas 20 a 30% abaixo do mercado”, assim como a criação do fundo municipal de garantia, que proteja os proprietários de incumprimentos e elimine o principal argumento para não aderir.
O deputado socialista sublinha ainda que a iniciativa não pretende substituir as políticas do Estado, mas sim funcionar de forma articulada com as medidas nacionais para responder a um cenário com “números claros e preocupantes”.
A proposta também foi alvo de críticas da base de apoio do executivo municipal. O deputado João Marques, do PSD, lembrou que o trabalho estrutural, como a recente aprovação do Plano Direto Municipal (PDM), já garante “o aumento da área disponível para construção”.
