Abstenções garantem aprovação do último relatório de gestão de Ricardo Rio

O documento obteve 30 votos a favor, 38 abstenções e um voto contra.
Declarações proferidas durante a reunião da AM de Braga.

A Assembleia Municipal de Braga aprovou, na passada sexta-feira, o Relatório de Gestão e Demonstração Financeiras de 2025, o último do mandato de Ricardo Rio. O documento obteve 30 votos a favor, 38 abstenções e um voto contra.

Para o deputado da CDU, João Melo, o único a votar contra, o relatório de gestão e contas não reflete a realidade nem o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2025 e que contém “como é habitual, uma dose de propaganda não negligenciável, mas não consegue ocultar as consequências nocivas das opções políticas do atual executivo municipal”.

Coube ao PSD defender o documento, com o deputado Carlos Vaz a destacar uma gestão ‘rigorosa e responsável’ que garante o equilíbrio das contas públicas. “É um ciclo que não se encerra, renova-se. Renova-se na liderança, renova-se no estilo, mas mantém-se firme na ambição, no rigor e na visão de futuro”, referiu.

Para Borges de Macedo, do PPM, este relatório “marca o fim de um ciclo político e o início de outro, na continuidade, com as habituais mudanças de estilo, de forma e de sensibilidade”, enquanto Carlos Neves, do CDS, sublinhou o maior investimento, melhor gestão e serviço com maior proximidade e que os resultados de 2025 mostram um município que “investe mais, gere melhor”, além de “empresas municipais sólidas, competentes e orientadas para o interesse público”.

Do lado da oposição, o PS optou pela abstenção. O deputado João Nogueira reconheceu o desempenho da receita, especialmente a corrente, que considerou “boa” mas manteve reservas quanto à execução do investimento, “que não correspondeu às expectativas”.

Já pelo momento Amar e Servir Braga, João Lopes, alertou para o limite da dívida e para a dependência do financiamento público em várias empresas municipais, “nomeadamente na Faz Cultura, BragaHabit e AGERE, o que as expõe a riscos associados a alterações de políticas públicas e restrições orçamentais”. “O Município de Braga chegou ao final do exercício de 2025 com um bom nível de cumprimento no que à execução orçamental diz respeito. Mas, ainda assim, apresenta uma tendência decrescente desde 2022, seja nas receitas como nas despesas executadas.

A despesa também foi ponto de atenção para o deputado do Chega, Tomás Ferreira, com “a dívida a aumentar de forma significativa e riscos claros para a sustentabilidade futura”. Por fim, Pedro Ferreira, da Iniciativa Liberal, alertou para o aumento do custo de vida das famílias “muito acima da inflação”.

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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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Carolina Damas
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