Guimarães. “Adaptações” no funcionamento de ‘Fraterna’ fazem parte de “decisões estratégicas”

A Fraterna – Centro Comunitário de Solidariedade e Integração Social, em Guimarães, sofreu recentemente alterações “profundas” no seu funcionamento. O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, garante que estas alterações não passam de “decisões estratégicas” tendo em conta “aquelas que são as respostas que são necessárias, mais prioritárias, no concelho”.
De acordo com a denúncia do vereador Nuno Vaz Monteiro, durante a reunião de Câmara esta segunda-feira, a regicooperativa criou salas mistas entre a creche e o pré-escolar bem como existe a possibilidade de faltarem vagas para transição entre uma e outra fase, este ano. Acresce a isto, sublinha o vereador, o investimento “cada vez mais” reduzido no mobiliário, material pedagógico e brinquedos, situação que põe em causa a normal aprendizagem das crianças.
Garantindo que não se trata “de um corte”, nem haverá uma “descontinuidade daquilo que são as respostas que as famílias vimaranenses precisam”, Ricardo Araújo assinalou estas alterações como “uma adaptação àquelas que são as prioridades” do concelho.
“A própria Fraterna também está a orientar a sua oferta em função daquilo que são as prioridades e onde há mais carência no concelho. É essa adaptação que está a acontecer, na certeza de que se houver necessidade de fazer aqui algum ajustamento, pois com certeza a própria Fraterna também estará disponível para isso.”
Segundo o edil, estas alterações já eram do seu conhecimento e do vereador responsável pela área e estão, inclusivamente, a ser analisadas de forma a dar respostas mais definitivas a estas questões.
“Esse levantamento já foi feito e a definição daquilo que vamos fazer, e já estamos a fazer também, esse plano já está bem estabelecido”, diz.
A Fraterna é uma Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada, equiparada a Instituição Particular de Solidariedade Social. Foi constituída em 1999, pela iniciativa da Câmara Municipal de Guimarães e de um conjunto de entidades privadas, com o objetivo de complementar a intervenção do município ao nível da promoção do desenvolvimento social.
