Novo Plano Diretor Municipal de Braga entra em vigor esta quinta-feira

Entra esta quinta-feira em vigor o novo Plano Diretor Municipal (PDM) de Braga depois de esta quarta-feira ter sido publicado em Diário da República.
Há vários anos que a autarquia se preparava para este momento e em comunicado o autarca João Rodrigues fala num “dia decisivo para Braga em que se passou do planeamento à ação com um instrumento que vai orientar o desenvolvimento do território nas próximas décadas”.
O social-democrata sublinhou ainda no comunicado que este não é um processo fechado, mas sim o início de um novo ciclo de desenvolvimento para Braga.
Aquando da aprovação do documento em sede de reuinão do executivo, João Rodrigues, afirmou que este novo PDM, nesta que é a terceira revisão, aumenta a capacidade construtiva em 25,9%, o equivalente a mais 1.519 hectares. “Podíamos construir umas seis ou sete Bragas dentro deste crescimento”, referiu o autarca, aquando da aprovação do PDM em sede de reunião do executivo.
Já Rui Rocha, do partido Iniciativa Liberal (IL), justificou a abstenção por considerar que, apesar das falhas, o novo documento seria uma “evolução relativamente ao PDM de 2015” e que a sua força política não queria ser um “bloqueio” para as pessoas e entidades que aguardam por decisões legítimas.
No mesmo sentido, o Partido Socialista (PS) admitiu uma “evolução na sua votação” após dias de troca de dados que permitiram uma visão “mais sustentada” do plano. Segundo o vereador Pedro Sousa, o voto favorável não foi possível, mas a abstenção serve para que não haja um “arrastamento que prejudique instituições, particulares e indústrias” que dependem da nova programação urbanística.
Pelo movimento Amar e Servir Braga (ASB), Ricardo Silva reforçou que “não ter PDM é muito mais vazio” face às necessidades atuais do concelho, embora tenha alertado para a saturação das infraestruturas básicas.
Já o Chega, que manteve o voto positivo, encarou o documento como um “instrumento essencial à estabilidade do mercado de habitação”, ressalvando que estará “vigilante” para garantir que o desenvolvimento não atropele a transparência ou o ambiente.
