BE promete “honrar a memória de Wladimir Brito opondo o Direito Internacional à lei da força”

A Comissão Coordenadora de Braga do BE reagiu ao desaparecimento de Wladimir Brito, Professor Catedrático da Escola de Direito da Universidade do Minho e antigo candidato independente apoiado pelo BE em eleições autárquicas no concelho de Guimarães, onde residia.
Wladimir Brito faleceu esta quarta-feira, aos 77 anos, vítima de doença prolongada.
Num comunicado em que manifesta “o mais profundo pesar pelo falecimento de Wladimir Brito e apresenta à família e amigos as mais sentidas condolências”, os bloquistas recordam o percurso de Wladimir Brito entre a Guiné Bissau, onde nasceu, Cabo Verde, onde viveu a infância e adolescência e depois as passagens pela Universidade de Coimbra, onde se formou e a sua participação e atividade estudantil na luta pelos direitos dos estudantes e dos portugueses ainda no tempo do Estado Novo.
Assinalando ainda o cumprimento do serviço militar e a sua participação no 25 de Abril, a nota refere igualmente o seu percurso enquanto professor catedrático e com responsabilidades em várias funções académicas, além da investigação e promoção dos direitos humanos.
Já sobre a sua atividade política em Guimarães, destacam-se as candidaturas em processos autárquicos, o exercício enquanto deputado municipal do PCP e mais tarde a candidatura à presidência da autarquia vimaranense, como independente, mas com o apoio do BE.
“O único partido de que fui militante foi o PAIGC. Era uma questão de luta de libertação”, como dizia.
O coordenador nacional do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza lembra um homem de pensamento livre com enorme intervenção cívica, cuja morte “neste tempo de guerra contra o Direito Internacional, nos deixa mais frágeis no combate contra a barbárie”. Deixa a promessa: “Honraremos a sua memória opondo o Direito Internacional à lei da força. Não o faremos certamente com a sua elegância e a sua argúcia. Mas ele estará ao nosso lado”, finaliza.
