Westway regressa a Guimarães focado na renovação geracional

Até sábado, a 13.ª edição reafirma o festival como um laboratório de criação, palco para novos talentos e fórum de reflexão sobre as indústrias criativas.
Palavras de Rui Torrinha.

É já esta quarta-feira que Guimarães volta a acolher o Westway. Até sábado, a 13.ª edição reafirma o festival como um laboratório de criação, palco para novos talentos e fórum de reflexão sobre as indústrias criativas.

Num ano em que a cidade assume o título de Capital Verde Europeia, o evento desdobra-se novamente em três frentes principais: o LAB, focado em residências artísticas; o LIVE, que compõe o festival de showcases; e o MEETING, dedicado a conferências e formação.

Aos microfones da RUM, o diretor artístico da Oficina e da iniciativa, Rui Torrinha, destaca que esta edição é marcada por uma forte renovação geracional. Segundo o responsável, o Westway ao longo dos anos, conseguiu “renovar-se”, e hoje é “tomado pela nova geração de profissionais da música, não, obviamente, deixando para trás quem sempre esteve connosco, os mais experientes”. “Esta evolução do Westway é voltar a ser altamente inquieto, jovem e levantar muitas perguntas”, destaca.

Já os concertos, na vertente Westway LIVE, o festival apresenta um cartaz com nomes como Scúru Fitchádu, Carlos Maria Trindade, XEXA e os britânicos PVA, que invadem os palcos do Centro Cultural Vila Flor e do Teatro Jordão. Fora dos palcos principais, os City Showcases levam a música a diversos espaços da cidade como o Ramada 1930 e o Convívio.

Rui Torrinha sublinha a importância estratégica de projetar o talento nacional para o mercado internacional, destacando a novidade do The Portuguese Discovery.

“”O LIVE também apresenta um conjunto de bandas que estão a surgir e que nós achamos que, em pouco tempo, vão ter condições para se instalarem no circuito internacional. Há um conjunto de projetos e de artistas portugueses que nós queremos mostrar… especificamente para os programadores internacionais”, sublinha.”

— Rui Torrinha

Para além da vertente profissional, o festival aposta na experiência com a cidade e a comunidade. O programa inclui momentos de convívio informal, como um brunch na Penha ou receções no Paço dos Duques, desenhados para que os delegados e artistas conheçam a cena artística local. Rui Torrinha garante que o Westway deve ser “uma plataforma de relação que amplifique os sentidos”, e que são iniciativas como esta que fazem do “Westway diferente”.

Pensar o presente, “sentir e antecipar o talento”

Na vertente MEETING, o evento conta com a presença de especialistas internacionais de festivais como o ‘Iceland Airwaves’ e o ‘Reeperbahn’, que partilharão visões sobre o estado atual da indústria. Com painéis que abordam desde o mercado francês até às novas tendências estéticas, o foco mantém-se na descoberta.

Fotografia: Westway

Rui Torrinha ressalta que o objetivo central continua a ser o talento, com a aposta na diversidade, “quer na diversidade da representação, quer na diversidade estética”.

Westway LIVE

8 de abril, quarta-feira:

19H00 – Carlos Maria Trindade (POR)

9 de abril, quinta-feira:

21h30 – The Portuguese Discovery – Ana de Llor

22h30 – The Portuguese Discovery – Summer of Hate

23h30 – The Portuguese Discovery – Sunflowers

10 de abril, sexta-feira:

21H00 – Gaia Banfi (IT)

22h00 – xauxau dodô (PT)

23h00 – Scúru Fitchádu (PT)

23h59 – Smag På Dig Selv (DK)

01h00 – MXGPU (PT)

11 de abril, sábado

15h00 – Tiago Sampaio e Cody XV (POR)

16h00 – Hate Moss (IT)

16h30 – Hause Plants (PT)

17h30 – Humana Taranja (PT)

18h00 – MonchMonch (BR/PT)

19h00 – HOFE (ES)

21h00 – Xexa (PT)

22h00 – Travo (PT)

23h00 – Ditter (FR)

00h00 – PVA (UK)

01h00 – GANS (UK)

Programação completa em www.westwaylab.com

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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Sara Pereira
NO AR Sara Pereira A seguir: Carolina Damas às 17:00
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