Há cinquenta anos a UMinho tornava-se pioneira ao lançar o ensino regular de informática

Foi há cinquenta anos que a Universidade do Minho se tornou pioneira em Portugal ao lançar o ensino regular de informática que ainda hoje é uma referência nacional.
O arranque das comemorações está agendado para a tarde desta quarta-feira, no campus de Gualtar, numa cerimónia que contará com a presença no reitor e do presidente da escola de engenharia.
A sessão da tarde, que inicia pelas 14h30 com os habituais discursos, inclui uma mesa-redonda evocativa com vários professores e ainda a inauguração de uma exposição comemorativa.
O programa geral prossegue a 11 de abril, às 18h00, com o seminário “Os próximos 50 anos no ensino da Informática”, no Forum Braga, pode ler-se num comunicado enviado à RUM pela instituição de ensino superior minhota.
A sessão faz parte do Encontro Nacional de Estudantes de Informática, que espera esta semana 500 participantes.
Já a 27 de maio, às 14h30, é a vez de representantes do tecido empresarial se juntarem para a mesa-redonda “Informática, inovação e o futuro”, no auditório B1. Para setembro prevê-se uma festa com momentos de convívio entre academia, estudantes, alumni e empresas, enquanto no início de 2027 acontece um seminário sobre o futuro da investigação em Computação.
A instituição criou um site específico dedicado às comemorações.
A UMinho lançou em 1976-77 o curso de Engenharia de Produção – Ramo Sistemas, inédito no país, que incluía disciplinas como Linguagens de Programação, Sistemas de Computação ou Processamento de Dados, sendo o último semestre para um estágio na indústria, facilitando assim a integração dos alunos no mercado de trabalho. Este foi o embrião, quatro anos depois, da licenciatura em Engenharia de Sistemas e Informática (LESI) e, pouco mais tarde, da licenciatura em Matemática e Ciências da Computação, tendo ambas marcado sucessivas gerações de estudantes e gerado um vibrante ecossistema de inovação, que se tornaram uma imagem da UMinho, da região e de Portugal.
Esta oferta formativa cresceu e diversificou-se com sucesso. Ramos como os Sistemas de Informação consolidaram-se em novos departamentos, outros autonomizaram-se em novos projetos, como as Comunicações e, mais recentemente, as Ciências de Dados, a Informática Médica, a Inteligência Artificial, a Segurança da Informação ou a Computação de Alto Desempenho. Surgiram ainda cursos de fronteira com outros saberes, como a Bioinformática e a Engenharia Física, igualmente pioneira no ensino da computação quântica.
