Força Aérea e UMinho lançam satélite académico ‘Prometheus-2’

A Escola de Engenharia da Universidade do Minho (EEUM) e a Academia da Força Aérea Portuguesa (AFAP) vão desenvolver, lançar e operar o satélite académico ‘Prometheus-2’ brevemente. O dispositivo, que será lançado a cerca de 500 quilómetros de altitude, vai recolher dados úteis para a comunidade científica e estudantil.
Este projeto sucede ao Prometheus-1, lançado no ano passado em parceria com a Universidade de Austin (Texas), apresentando agora um plano de missão “mais estendido”.
A par da componente letiva, que vai permitir aos alunos desenvolver as suas competências em algo “que realmente vai ser realizado e lançado”, o projeto contempla uma componente de investigação e a própria experiência operacional de controlar um satélite.
Em parceria com a AFAP, o projeto estende-se além do desenvolvimento, do lançamento e da operação conjunta do Prometheus-2.
“O objetivo desta parceria é exatamente criar um balanço, permitindo também que os alunos da Academia da Força Aérea tenham acesso a um satélite e estejam envolvidos no seu desenvolvimento e na criação de uma plataforma de trabalho comum”
De acordo com Gustavo Dias, diretor do mestrado em Engenharia Aeroespacial na UMinho, esta é também a oportunidade de “maturar algumas tecnologias que podem ainda estar emergentes”, como é o caso de “de um sensor de análise do fluxo de neutrões” que segue a bordo juntamente com outras tecnologias.
O pequeno satélite, que ronda os três quilos, inclui sistemas de gestão de bateria e orientação, microcontroladores, câmara de alta resolução e sensores que permitirão, desde a Terra, aferir várias situações e realizar testes e validações, como de software, geolocalização e radiação.
A parceria prevê ainda, no futuro, o lançamento de outras versões do satélite bem como a instalação, para breve, de uma infraestrutura de controlo e receção de dados na UMinho.
“Esta infraestrutura vai permitir comunicar diretamente com este satélite, em particular, e com os nossos futuros satélites”
Daqui, o plano é envolver outros áreas, como a inteligência artificial, por exemplo, nos processos que se possam desdobrar e “criar um ecossistema” que vise afirmar o setor aeroespacial no Norte de Portugal/Galiza.
O projeto é cofinanciado pelos programas europeus Interreg VI-A, POCTEP e FEDER, no âmbito do consórcio AEROGANP.


