Constituição/50 anos. Presidente diz que é o incumprimento do texto que traz frustração aos portugueses

Para o Presidente da República, não é texto fundamental que “impede a resolução” dos problemas concretos da vida dos portugueses. Seguro iniciou a intervenção com um agradecimento aos deputados constituintes.
Momentos do discurso do Presidente da República

O Presidente da República, António José Seguro, considerou hoje que não é a Constituição que impede a resolução dos problemas da vida dos portugueses e que a frustração que as pessoas sentem é com o incumprimento do texto fundamental.

Na sessão solene comemorativa do 50.º Aniversário da Constituição da República Portuguesa, na Assembleia da República, António José Seguro defendeu que a “frustração que os portugueses sentem não é a da Constituição”, mas a “do seu incumprimento”.

Para o Presidente da República, não é texto fundamental que “impede a resolução” dos problemas concretos da vida dos portugueses. Seguro iniciou a intervenção com um agradecimento aos deputados constituintes.

António José Seguro assinalou que “a Constituição soube resistir ao tempo”, apresentando-se como “o escudo do cidadão (…) e a garantia de cidadania”.

Disse ainda que há cinquenta anos a Constituição “apresentou-se como um pacto de paz e uma partilha coletiva de valores, (…) em que o medo deu lugar ao direito”.

António José Seguro vai-se apresentando como “bússola para muitas respostas” que desde há cinquenta anos se sucederam, nomeadamente na saúde, educação e cultura.

O Presidente da República alertou para algumas problemáticas que os portugueses vivem nos dias que correm para avisar que o Estado “tem sido lento nas respostas”, nomeadamente no que diz respeito aos jovens.

Na Assembleia da República a propósito dos 50 anos da Constituição que hoje se celebram, António José Seguro pediu firmeza, apelando a todos que honrem a Constituição. Disse também que o maior tributo à Consituição é “dar-lhe vida”, notando que não é necessária uma revisão, sendo necessário “cumprir” o que está lá escrito.

Na sessão solene desta manhã, deputados constituintes presentes, entre os quais Helena Roseta e Jerónimo de Sousa, abandonaram as galerias do parlamento durante a intervenção do líder do partido da extrema-direira no Parlamento, o Chega.

c/LUSA

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Elsa Moura
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