Estudantes aprovam relatório e contas da AAUMinho relativo a 2025

O Relatório de Atividade e Contas (RAC) da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) relativo a 2025 foi aprovado por maioria, na Reunião Geral de Alunos (RGA) ordinária que decorre esta quinta-feira no Campus de Gualtar da Universidade do Minho (UMinho), em Braga.
O documento, que gerou sobretudo alguma discussão no que respeita ao prejuízo de quase 20 mil euros registado no transporte fornecido pela AAUMinho entre Braga e Guimarães, foi aprovado com 40 votos a favor, 9 abstenções e um voto contra.
O resultado líquido negativo da AAUMinho depois de impostos, em 2025, ascende os 139 mil 700 euros. A direção da AAUMinho lamentou este resultado.
Instigado a esclarecer de que forma a direção atual pretende inverter esta situação, Luís Guedes, presidente da AAUMinho, assinalou que as atividades e ações promovidas pela estrutura para os estudantes são de relevo e que o caminho não passará por eliminar alíneas ainda que reconheça a necessidade de alguns ajustes à semelhança do que já se tem procurado fazer nos anos recentes.
Transporte disponibilizado pela AAUMinho entre Braga e Guimarães dá prejuízo de quase 20 mil euros
Os transportes disponibilizados pela AAUMinho entre Braga e Guimarães, a preços acessíveis para a comunidade estudantil registaram um decréscimo de adesão na ordem dos 47% em 2025. No que respeita aos transportes, a análise financeira da rubrica aponta para um saldo negativo de 19.165 Euros.
No documento apresentado e discutido na reunião, o Conselho Fiscal e Jurisdicional (CFJ) alertou para a “perda de relevância operacional” que “compromete a viabilidade financeira do serviço a longo prazo”.
Na base deste decréscimo evidente está a gratuitidade dos passes nos transportes públicos e também por isso o conselho “considera imperativa uma reavaliação estratégica desta rubrica”.
A recomendação aponta para a necessidade de “realização de um estudo aprofundado sobre as reais necessidades dos utilizadores remanescentes de modo a determinar se a manutenção deste encargo financeiro pela Associação Académica continua a ser justificada perante as atuais soluções de transporte público disponíveis”.
Luís Guedes lembrou que a AAUMinho cumpre ha décadas com um serviço que liga os estudantes entre as duas cidades, algo que exige muito investimento. Mesmo com a recente atualização de preços que resultou num aumento de encargo para os estudantes que recorrem ao serviço, o cenário poderá não ser muito diferente nos próximos tempos, uma vez que o passe sub-23 mudou o cenário.
No que respeita ao défice acumulado, Luís Guedes insistiu que “não há resposta para o modelo de pagamento para fazer desaparecer esta dívida no imediato”.
“O panorama não está fácil, mas prefiro que acumule dívida e continue a prestar os seus serviços. (…) Temos uma relação com os principais fornecedores que ajuda a dosear esta questão (…) o contexto atual penaliza a estrutura representativa dos estudantes que tantos serviços disponibiliza à academia”, acrescentou.
“Preocupa-nos, mas não podemos cortar em tudo e mais alguma coisa. Tenho dificuldade em identificar pontos lógicos de corte por parte da AAUMinho”. Podíamos fazer muito mais, se tivéssemos melhor, mas gostávamos de trazer uma situação mais confortável. a universidade incumpriu com alguns compromissos no final do ano passado. Esperamos e acreditamos que este ano com a nova reitoria será diferente. queremos melhorar no nosso índice de atividade.”, resumiu nos esclarecimentos prestados aos restantes estudantes presentes na sala.
Na RGA que decorre esta tarde começou por ser apresentado, discutido e aprovado o Regimento da Reunião Geral de Alunos da Universidade do Minho.
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