Braga recolhe quase 3 toneladas de têxteis e evita emissão de 1500kg de CO2

O reforço da atuação da ToBeGreen, spin off da Universidade do Minho, em Braga traduziu-se numa recolha mais de três toneladas de peças de roupa descartadas em 2025, valorizadas em cerca de 1300kg em produtos. Tudo isto traduziu-se em 1500kg de emissões de CO2 evitadas.
Os resultados foram apresentados esta segunda-feira, junto à Escola de Medicina, local onde está agora um ponto de recolha.
Esta spinoff da Universidade do Minho dedica-se à recolha e valorização de têxteis em fim de vida. O projeto apresentado foi desenvolvido no âmbito da iniciativa ‘Oxigenar Braga’ para promover uma lógica de economia circular e reutilização.
Os resultados alcançados no último ano fazem sorrir o CEO da empresa. Um avanço que surge com naturalidade para António Dinis: “Não podíamos estar a trabalhar em Braga sem marcar presença na UMinho”, apontou.
De olhos postos em 2026, com o reforço dos pontos de recolha e com o crescimento na notoriedade do projeto, acredita que sejam recolhidas ainda mais peças.
“Os resultados vão sempre em crescendo. O que aconteceu em Braga em 2025, certamente vai exponenciar ainda mais em 2026, especialmente com o reforço que vamos fazer no campus em Gualtar, onde vão ser colocados vários pontos, nos diferentes complexos pedagógicos, para recolha.”
As previsões de António Dinis, CEO da ToBeGreen, para 2026.
Feita a recolha, a ToBeGreen avalia a qualidade do têxtil através de três etapas chave: a roupa em bom estado é reutilizada, a que tiver falhas é reciclada e a que não tiver condições de reaproveitamento é desfibrada.
Os interessados em adquirir uma das peças de roupa disponibilizadas podem fazê-lo acedendo a uma aplicação.
Trata-se de um projeto com impacto ambiental relevante para colmatar os elevados níveis de poluição que surgem da atividade da indústria têxtil. Este aspeto foi assinalado pelo vice-presidente da autarquia de Braga, Altino Bessa, que assinala o longo período de degradação pelo qual este tipo de tecido passa.
Torna-se, por isso, relevante para a autarquia apoiar o projeto, tendo já mobilizado mais de 20 mil euros.
“As pessoas, quando deixam de utilizar as suas roupas, muitas vezes deitam-nas no caixote do lixo. Por sua vez, vai para aterro, que depois demora dezenas, senão centenas de anos para entrar em processo de degradação e decomposição.”
Declarações de Altino Bessa.
A recolha de peças de roupa descartadas é feita em 30 recintos, contando com mais de 20 escolas e dois centros sociais (Cabreiros e Bogalha). A partir de agora a UMinho dispõe de contentores em quatro escolas diferentes.
Para 2026 o objetivo é que sejam ultrapassadas as três toneladas de roupa recolhida.
Além do município de Braga, também Guimarães, Leiria, Fundão, Covilhã, Vila Real, Felgueira, Sintra e Albergaria-a-Velha estão agora ligados ao projeto.
