Nova ‘sala gaming’ na ULS de Braga humaniza internamento de jovens e adolescentes

O projeto nasceu de um esforço da Polícia Municipal de Braga e representou um investimento global de cerca de dez mil euros, suportado com o apoio de diversas empresas locais.
Palavras de João Rodrigues, Maria Albina Ramires, Américo Afonso e Andreia Parente.

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga inaugurou, esta quarta-feira, uma nova ‘sala gaming’ destinada a adolescentes internados, com o objetivo de oferecer um ambiente mais acolhedor que torne o período de tratamento e recuperação mais agradável.

O projeto nasceu de um esforço da Polícia Municipal de Braga e representou um investimento global de cerca de dez mil euros, suportado com o apoio de diversas empresas locais. O local conta com duas estações de videojogos e uma pequena biblioteca.

Segundo João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, a iniciativa permite “humanizar o hospital” e a permanência dos jovens, com foco nos adolescentes, uma “franja daquilo que se pode considerar ser uma criança” à qual, muitas vezes, “não é dada a devida importância”, refere.


“Os adolescentes hoje têm desafios que, se calhar, os adolescentes do passado nunca tiveram e, obviamente, aqui o papel também da Polícia Municipal, que foi a unidade orgânica da Câmara Municipal que, no fundo, espoletou tudo isto, e das empresas que colaboraram”, João Rodrigues.


Durante a inauguração da sala, que acolheu diversos adolescentes, João Rodrigues comprometeu-se com a colocação de um educador para o serviço pago pelo Município de Braga.

O autarca sublinhou a importância do trabalho conjunto entre instituições para resolver problemas comuns e destacou o papel da Polícia Municipal neste processo.

Andreia Parente, comandante da Polícia Municipal, explicou que a ideia surgiu através do programa ‘Segurança, Sentido Obrigatório’, dinamizado na unidade hospitalar bracarense.

Durante estas ações, detetaram a necessidade de melhorar o local destinado aos jovens para ficar “mais adaptado àquilo que são os tempos modernos”, afirmou a comandante, concluindo que, a iniciativa foi prontamente acolhida pela direção da ULS Braga.


O novo espaço é uma “mais-valia” que faltava ao serviço, para a diretora do serviço de pediatria, Maria Albina Ramires, o que permite que os adolescentes tenham um local próprio para que os internamentos “se vivam de uma forma diferente” e o “tempo passe mais rápido”.

A diretora referiu ter uma “expectativa muito alta” quanto à adesão, prevendo uma ocupação elevada que será gerida através de regras específicas, tanto para evitar o tempo excessivo de exposição aos ecrãs como para coordenar o acesso de jovens com mobilidade reduzida ou em contextos clínicos específicos.

Américo Afonso, presidente do Conselho de Administração da ULS Braga, reforçou que a sala é um marco físico de um apoio “transversal”, focado no bem-estar e na humanização, prevendo que os usufrutuários não serão apenas as crianças, mas “eventualmente os pais também”.

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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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