De Berço da Nação a “Berço do Futuro”: António José Seguro marca início de mandato em Guimarães

O novo presidente da República esteve na cidade berço e destacou que Guimarães dá hoje um exemplo a Portugal e à Europa.
Palavras de António José Seguro, Ricardo Araújo e Maria da Graça Carvalho.

António José Seguro escolheu a ‘Cidade Berço’ para assinalar o primeiro dia no terreno como Presidente da República. Numa visita ao Laboratório da Paisagem, realizada esta terça-feira, o novo Chefe de Estado sublinhou que Guimarães, que em 2026 é Capital Verde Europeia, é “também um berço do futuro”.

No seu primeiro dia de mandato fora de portas, Seguro quis testemunhar a “visão estratégica” e a “coragem” na vertente ambiental que os autarcas e cidadãos desenvolveram nas últimas décadas, sublinhando o simbolismo de estar onde nasceu a nação para afirmar um “compromisso claro com o futuro do nosso país”. Assumiu ainda ser “sempre especial regressar a Guimarães”.

A urgência da resposta às alterações climáticas também é uma preocupação para o presidente da República que apontou Guimarães como a prova de que é possível aliar o peso do passado à sustentabilidade, afirmando que a cidade “dá hoje um exemplo a Portugal e à Europa”.

Perante uma plateia composta por antigos e atuais autarcas vimaranenses, além de deputados eleitos pelo círculo de Braga, destacou que proteger o planeta e garantir um futuro sustentável é um caminho possível, mesmo para cidades com séculos de história, que podem ser simultaneamente centros de “inovação, de consciência ambiental e de compromisso com a qualidade de vida”.

“Proteger aquilo que recebemos e o entregar melhor a quem vier depois de nós”.

Proximidade e atenção ao território

À chegada ao Laboratório da Paisagem, no primeiro contacto com os vimaranenses após a posse, António José Seguro foi recebido com entusiasmo por dezenas de populares, retribuindo com beijos, abraços e fotos, além de ter sido presenteado com uma pequena romãzeira, um gesto que marcou o tom de proximidade da visita.

Ricardo Araújo, presidente da Câmara de Guimarães considerou que esta deslocação logo no arranque do mandato supera a mera solenidade oficial, funcionando como um sinal de “atenção ao território”.

“Portugal se faz não só a partir do seu centro de decisão, mas igualmente a partir das cidades e concelhos que pensam, trabalham, inovam e servem o país”

— Ricardo Araújo

O anfitrião sublinhou ainda que a escolha de Guimarães como Capital Verde Europeia 2026 exprime uma ideia exigente de território, onde “só honra verdadeiramente o seu passado uma comunidade que sabe preparar o seu futuro”. O edil defendeu o envolvimento direto de toda a comunidade no projeto e não apenas das “elites políticas ou académicas”.

Guimarães é “inspiração para o Plano Nacional de Restauro”

À margem da iniciativa, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, enalteceu a prioridade dada pelo Presidente da República às questões climáticas logo no início do seu mandato.

A governante apontou Guimarães como um caso de sucesso na transição de uma antiga cidade industrial para um “exemplo de restauro da natureza”, destacando a recuperação dos rios e a melhoria da qualidade do ar.

Revelou também que a experiência vimaranense serve atualmente de “fonte de inspiração” para a construção do Plano Nacional de Restauro de Portugal.

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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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Abel Duarte
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