Bienal INDEX regressa a Braga para repensar o ‘Poder’ na era dos novos media

O INDEX, bienal de arte e tecnologia, regressa a Braga entre os dias 7 e 17 de maio para a terceira edição. Sob o mote ‘Poder’, o evento propõe um diagnóstico crítico sobre como a tecnologia tem redefinido a soberania e as relações sociais na última década.
Segundo Luís Fernandes, diretor artístico da Faz Cultura, à RUM, a iniciativa surgiu no contexto da candidatura de Braga a Cidade Criativa da UNESCO, visando ocupar um espaço que faltava na ambição da cidade para a área da media arts.
O responsável sublinha que o INDEX é uma bienal com um “olhar muito crítico sobre a tecnologia” e que utiliza a arte e o pensamento crítico para “repensar a relação” das pessoas com as ferramentas digitais, procurando deixar um rasto de conhecimento e discussão na cidade.
Nesta edição, o grande destaque recai sobre o tema abordado, uma vez que a organização sente que a tecnologia está “muito associada a uma ideia de poder”. O programa estende-se por áreas performativas e de palco, contando com artistas de relevo mundial.
No espetáculo de abertura, ‘The Drum and The Bird’, no Theatro Circo, destaca-se o coletivo Forensic Architecture com o músico Bill Kouligas. A programação inclui ainda um encontro entre os noruegueses Supersilent e o vencedor do Turner Prize, Lawrence Abu Hamdan, além de conferências e exposições com a participação do português José Gil, do francês Yves Citton, da australiana McKenzie Wark e da alemã Hito Steyerl.
Estão ainda previstas ações de serviço educativo, pelo Braga Media Arts, ao abrigo do Circuito, com oficinas sobre filocriatividade por Joana Rita Sousa.
