“Foi a ideia mais louca que tive”, diz Marcelo sobre retrato oficial feito por Vhils

O artista usou camadas de recortes de jornais de 2016 a 2026, sobrepostos e esculpidos, para formar a imagem do rosto de Marcelo Rebelo de Sousa, sorridente – apenas o rosto, em grande dimensão, e não o corpo inteiro.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou hoje que a escolha de Vhils para fazer o seu retrato oficial foi “a ideia mais louca” que teve como Presidente, marca uma viragem e simboliza “o triunfo da democracia”.

A obra de Alexandre Farto, que assina como Vhils, foi hoje apresentada numa curta cerimónia, no Museu da Presidência da República, com a presença do artista, cinco dias antes de Marcelo Rebelo de Sousa cessar funções como chefe de Estado.

O artista usou camadas de recortes de jornais de 2016 a 2026, sobrepostos e esculpidos, para formar a imagem do rosto de Marcelo Rebelo de Sousa, sorridente – apenas o rosto, em grande dimensão, e não o corpo inteiro.

“Visto de perto é completamente diferente. E podemos ver, quem tiver paciência, ali o retrato de alguém que foi primeiro-ministro comigo [António Costa], ali problemas dos fogos, ali problemas da pandemia, está por lá, por baixo”, apontou o Presidente da República, em declarações aos jornalistas.

Questionado se ficou satisfeito com a obra, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: “Fiquei muito satisfeito – não é satisfeito, é muito satisfeito – e ao mesmo tempo a dizer para mim mesmo que foi a ideia mais louca que tive em 10 anos de mandato”.

“Eu sou considerado muito original. Esta foi a minha maior originalidade. Quer dizer, tive muitas originalidades, mas esta foi de longe a maior”, acrescentou.

Segundo o chefe de Estado, quem visitar com calma a galeria de retratos de presidentes verificará que este marca uma viragem: “Eu muitas vezes dizia que é que aos 50 anos de democracia virou-se um ciclo. E aqui quem virou o ciclo foi o Vhils, foi ele”.

A sua ideia, explicou, “era ter aqui uma representação de um período histórico” em que teve a responsabilidade de chefiar o Estado português – “como Pomar tinha representado uma época diferente e como Paula Rêgo tinha representado uma época diferente”, nos retratos de Mário Soares e de Jorge Sampaio. 

“Eu gostei muito. Muito, muito, muito. É o que interessa, porque corresponde àquilo que eu queria que representasse”, reforçou. 

Marcelo Rebelo de Sousa realçou que Vhils veio da arte urbana, de “uma situação de luta pela afirmação” e descreveu-o como “um triunfador coerente com os seus ideais”.

Nesse sentido, considerou que a obra hoje apresentada “é um retrato de uma sociedade aberta” e simboliza “o triunfo da democracia”.

LUSA

Partilhe esta notícia
Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

Deixa-nos uma mensagem

Deixa-nos uma mensagem
Prova que és humano e escreve RUM no campo acima para enviar.
Alumni pelo Mundo
NO AR Alumni pelo Mundo A seguir: Galiza Mais Perto às 21:00
00:00 / 00:00
aaum aaumtv