João Mortágua e Tiago Sampaio levam a imersão de ‘POMES’ à blackbox do gnration

Entre a inquietação do saxofone, de João Mortágua, e o eco da guitarra, de Tiago Sampaio, nasce POMES. O projeto ganha os palcos do gnration este sábado, a partir das 18h00, e explora a improvisação e ressignificação, numa data que assinala também o lançamento do primeiro disco do duo.
A variação de texturas ditou o nome do disco, por intercalar músicas de “diferentes densidades (…) umas mais pesadas, outras mais leves, umas mais fechadas, outras mais abertas”, explicam, em entrevista à RUM, traçando um paralelismo direto com a porosidade e as características da pedra-pomes.

O processo que deu origem a este trabalho revelou-se segundo os músicos “orgânico e fluido”, evoluindo de uma simples colaboração para um terreno comum onde a música flui de forma natural. João Mortágua, adianta que o concerto “vai ser uma viagem diferente do disco”. “A nossa ideia é recriarmos esta música ao vivo a cada vez que a tocarmos, daí a parte da improvisação”, refere.
Na blackbox do gnration, o espetáculo, adianta Tiago Sampaio, será apresentado num formato de 360 graus, eliminando a barreira física com o público, além de contar com a componente visual para potenciar a imersão, associando a uma abordagem espacial e cósmica “da eletrónica”.
Apesar de existir uma narrativa definida, o concerto será guiado pela imprevisibilidade. “Há sempre um grau de imprevisibilidade que nos obriga a estar mesmo no momento”, afirmam, confessando o entusiasmo pela “margem para o erro” e pela forma como a energia do público ditará os caminhos da improvisação em tempo real.
